Publicado 08 de Junho de 2015 - 9h11

Por France Press

Chineses se protegem com máscaras contra poluição que tomou a cidade

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Chineses se protegem com máscaras contra poluição que tomou a cidade

As emissões de gases de efeito estufa da China devem alcançar o pico em 2025 antes de diminuir, ou seja, cinco anos antes do previsto por Pequim, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira.

Segundo os níveis atuais, a China deve liberar de 12,5 a 14 bilhões de toneladas equivalentes de CO2 em 2025, um recorde para o primeiro emissor mundial, antes que as emissões comecem a diminuir, prevê este estudo realizado pelo economista do clima Nicholas Stern e pelo analista Fergus Green.

"Este resultado sugere que é cada vez mais provável que o mundo evite um aquecimento global de mais de 2ºC em relação aos níveis pré-industriais", destacam em um comunicado os autores deste estudo elaborado por dois institutos de pesquisa da London School of Economics.

Os Estados, reunidos até quinta-feira em Bonn, mantêm negociações para tentar alcançar um acordo universal em Paris em dezembro, destinado a substituir o Protocolo de Kyoto a partir de 2020.

O objetivo é limitar o aquecimento global a 2ºC, porque a partir deste limite os cientistas anunciam consequências devastadoras nos ecossistemas e nas economias.

Segundo o estudo, centrado nos principais setores econômicos responsáveis pelas emissões de gases de efeito estufa, estas últimas não alcançariam seu pico em 2030, o limite fixado em novembro pelo presidente chinês, Xi Jinping.

O pico pode chegar em 2025 ou inclusive antes, afirmam os pesquisadores, que indicam que o consumo de carvão, que caiu em 2014 e no primeiro trimestre de 2015, alcançou seu máximo estrutural na China, enquanto o uso do gás natural aumenta.

No âmbito das negociações das Nações Unidas, os países devem tornar públicos até 31 de outubro seus compromissos em matéria de redução no médio prazo de suas emissões de gases de efeito estufa. Pequim ainda não divulgou sua contribuição.

Atualmente, as emissões mundiais alcançam 50 bilhões de toneladas equivalentes de CO2, um quarto das quais são provenientes da China, explicam os autores, para quem alcançar o objetivo limite de limitar a 2ºC o aumento da temperatura média do planeta depende "da capacidade da China para reduzir suas emissões a um ritmo sustentado após seu pico".

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