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MESSIAS MARTINS

É, os tempos mudaram

21/04/2015 - 05h00 - Atualizado em 17/17/2015 - 17h36 | Messias Martins
igpaulista@rac.com.br

A Páscoa, sob o ponto de vista do mercado financeiro, se torna cada vez mais período de se lucrar monetariamente. Vai se tornando cada vez mais um período para se viver longe da comunidade de fé, em que participamos diariamente ou para alguns de nossos fiéis, nos finais de semana.
Os convites e propagandas para viagens, mesmo dentro de algumas comunidades cristãs, não faltam. Existem programas de viagens oferecidos por inúmeras agências que oferecem oportunidades para quem quer conhecer lugares históricos onde as ricas programações culturais e religiosas mantêm acesas as tradições que envolvem os últimos dias de Jesus na Terra. Com missas, procissões e peças teatrais a céu aberto, que atraem milhares de fiéis.
Ninguém duvida que viajar é sempre uma gostosa forma de aprender. Possibilita que a gente conheça a história, os costumes, as tradições e a diversidade cultural de outros povos. Mas, também a Páscoa seria um bom momento para, unidos como Igreja viva e transbordante da alegria da ressurreição do Senhor, aprendêssemos com os primeiros discípulos de Jesus como ser autêntico discípulo e missionário, como pediu a conferência de Aparecida.
Sendo um tempo oportuno onde crer não se limita a práticas religiosas vazias, mas anuncia com convicção a ressurreição, infelizmente se tornou um Feriadão prolongado, oferecendo diferentes opções para quem pretende viajar, para nossas praias e cidades onde as tradições da Paixão de Cristo são realizadas muitas vezes visando o turismo que gera lucros….
Se até poucas décadas, essas celebrações eram mais visíveis nas metrópoles, que serviam de palco para a exibição de filmes e de peças teatrais revivendo a dor e a ressurreição de Jesus, hoje, talvez pela grande quantidade de habitantes ou pela correria da vida moderna, essas tradições acabam ficando mais restritas ao recinto de nossas Igrejas Católicas. Mesmo assim, é um período que muitas pessoas jejuam, fazem penitências, não comem carne e até mesmo deixam de varrer a casa, em respeito ao sacrifício feito por Cristo para salvar a humanidade.
É verdade que, se muitos optam por viajar muitos também optam por participar das cerimônias religiosas organizadas pela Igreja, revivendo todos os episódios que envolvem a morte e a ressurreição de Jesus.