Publicado 18 de Outubro de 2014 - 5h00

Por Maria Teresa Costa

Estudo, transposição, água, Rio Atibaia, está, pronto, Rio Jaguari (foto)

Edu Fortes/ AAN

Estudo, transposição, água, Rio Atibaia, está, pronto, Rio Jaguari (foto)

O governo do Estado deverá repassar a Campinas (SP) R$ 124 milhões para financiar a construção de uma adutora para transpor a água do Rio Jaguari para o Rio Atibaia e garantir o abastecimento da cidade nos períodos de crise, como o que ocorre atualmente. O prefeito Jonas Donizette (PSB) disse, nesta sexta-feira (17), que o acordo que está sendo construído com o Estado é para que a Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S.A. (Sanasa) faça a obra, o que garantiria mais rapidez na implantação da ligação.

 

A construção deverá levar de nove meses a um ano, o que poderia garantir mais tranquilidade no abastecimento a partir do final de 2015. Os estudos sobre a adutora foram feitos pela Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado e o pré-orçamento indica que serão necessários R$ 124 milhões para construir uma ligação de 20 quilômetros de extensão.

 

Captação

 

O projeto consiste em captar a água do Jaguari próximo à usina hidrelétrica Macaco Branco (que será inundada quando for construída a Represa de Pedreira, prevista para estar pronta em 2018) e descarregar no Atibaia, perto da área de captação da Sanasa.

 

Essa transposição ajudaria também no abastecimento de outras cidades que captam água no Atibaia, como Paulínia e Sumaré. “Poderemos chegar no ano que vem em uma situação mais confortável do que estamos hoje”, disse Jonas.

 

A Sanasa não deverá utilizar a transposição o tempo todo. Quando a vazão do Rio Atibaia estiver muito baixa ou com muita concentração de poluentes, a água do Rio Jaguari será captada. “Não será uma torneira aberta para a transposição de água”, disse o diretor técnico da Sanasa, Marco Antônio dos Santos.

Reservatórios

 

O projeto da adutora é independente da proposta do Estado de construir dois reservatórios com capacidade para 75 bilhões de litros de água nas Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) — um em Pedreira, represando o Jaguari, e outro em Amparo, no Rio Camanducaia, cuja previsão de início de operação é 2018. Há duas semanas, o governo autorizou a contratação de empresa para fazer levantamentos imobiliários de custo das terras que serão alagadas pelas barragens.

 

Moradores das áreas onde serão construídos os reservatórios protestaram esta semana durante audiência pública em Campinas. As obras, afirmam, irão afetar famílias instaladas há muitos anos nos locais. A construção vai exigir a desapropriação de 35 imóveis em Pedreira e 31 em Amparo.

 

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Maria Teresa Costa