Publicado 10 de Outubro de 2014 - 11h50

Géia Borghi

Arquivo Pessoal

Géia Borghi

O transexual, conhecido como Géia Borghi, foi assassinado com um tiro no peito e teve o corpo carbonizado na noite de quinta-feira (9) em Monte Mor. O corpo da vítima foi encontrado amarrado e amordaçado ao lado de um veículo em chamas na estrada rural no bairro Chácara das Águas, após uma denúncia anônima.

 

Géia trabalhava como técnica em enfermagem no Hospital Mário Gatti, em Campinas e foi rendida em sua residência, no bairro Boa Vista, por duas pessoas que foram até a casa e queriam que ela lesse tarô.

 

Géia morava com a mãe, que é cega, e fazia leitura de cartas de tarô todas as sextas-feiras. As duas pessoas insistiram para que Géia fizesse a leitura mesmo na quinta. Quando a porta foi aberta, a mãe ouviu uma discussão em voz alta. Depois disso, a casa foi toda revirada e objetos, como eletroeletrônicos, foram levados.

 

 

 

Géia BorghiO transexual foi levado no carro dele para a estrada rural. Uma pessoa que passava pelo local viu a movimentação e fez uma denúncia anônima para a polícia. 

 

Quando Géia estava com a dupla na estrada, o namorado ligou. Segundo ele, Géia atendeu o telefone com voz trêmula, mas disse que estava tudo bem. Desconfiado, o namorado ligou para a polícia e teria feito uma denúncia de desaparecimento.

 

Uma necropsia será realizada para identificar a causa da morte do transexual.