Publicado 01 de Outubro de 2014 - 22h23

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César Rodrigues/ AAN

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O Daee vai contratar a Companhia Paulista de Obras e Serviços (CPOS), empresa de economia mista, para fazer o levantamento cadastral e avaliação dos preços de mercado dos imóveis que serão desapropriados em Campinas, Pedreira e Amparo para a implantação de duas barragens — nos rios Jaguari e Camanducaia e que ampliarão a oferta de água em 13,8m3/s para a região.

 

A barragem no Jaguari exigirá a desapropriação de 33 propriedades, das quais 18 estão em Campinas, e a do Rio Camanducaia, de 30. O levantamento vai custar R$ 823 mil. Os reservatórios darão tranquilidade de oferta de água apenas em 2018, prazo de conclusão das obras. O custo estimado é de R$ 500 milhões.

 

A autorização de contrato foi publicada na edição de sábado (27) do Diário Oficial do Estado. Segundo o governo estadual, a barragem de Pedreira será construída no Rio Jaguari, ocupará uma área de 4,3 quilômetros quadrados entre Pedreira e Campinas e terá capacidade para armazenar 26,3 milhões de metros cúbicos — com uma vazão média de 7,3m3/s.

 

A outra represa, a Duas Pontes, será construída no Rio Camanducaia, em Amparo, com capacidade para 41 milhões de metros cúbicos. Ela ocupará uma área de 7,6 quilômetros quadrados e vazão regularizada de 6,5 m3/s.

 

Os projetos desses reservatórios são financiados pela Refinaria de Paulínia (Replan), como contrapartida à autorização para captar mais água do Jaguari. Para elevar a capacidade de processamento de petróleo e seus derivados, reduzindo o teor de enxofre, a empresa investe US$ 1,29 bilhão. A Replan vai precisar retirar mais 503 metros cúbicos de água por hora do Rio Jaguari. Atualmente a refinaria tem outorga do Daee para captação horária de 1,87 mil m3 e quer ampliar para 2,4 mil m3 .

 

Até o momento, o Estado liberou R$ 53 milhões para as desapropriações das áreas das futuras represas. Além de ser uma reserva de água, as barragens também serão pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).