Publicado 10 de Junho de 2014 - 21h06

Por Sarah Brito

Educadores participaram do encontro ontem no Centro de Convenções da Unicamp: programação abordou os dilemas do cotidiano escolar

Dominique Torquato

Educadores participaram do encontro ontem no Centro de Convenções da Unicamp: programação abordou os dilemas do cotidiano escolar

Discutir o futuro e relembrar o passado da educação foi o objetivo do Fórum Permanente Desafios do Magistério, que teve como tema “Docência e Memória: escritas e lembranças da educação”. O encontro reuniu profissionais da área na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O evento, em parceria com o Grupo RAC e o Correio Escola Multimídia, ocorreu durante toda terça-feira (10) no auditório do Centro de Convenções da universidade. Foram convidados professores e doutores para debater o papel da memória no exercício da docência e como é vista e vivida atualmente. 

 

 

 

A palestra de abertura foi da docente Diana Gonçalves Vidal, vice-diretora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) e professora da história da educação, convidada para falar da história da profissão no Brasil, suas rupturas e continuidades. Entre os pontos abordados, Diana expôs quais características alteraram o modo como o professor é visto e como se comporta em sala de aula nas últimas décadas.

 

Segundo ela, hoje o profissional compete com outras mídias para atrair a atenção do aluno, além de enfrentar dilemas pessoais e as condições materiais que a escola proporciona hoje. “Temos cada vez mais que intervir com objetos que invadem o espaço escolar. Celulares e aparelhos tecnológicos que temos que trabalhar a nosso favor”, disse. A professora relembrou o passado e comparou momentos distintos do ensino, separado por décadas.

 

Ela citou como exemplo a escola dos anos 1960, quando existia a seleção de alunos e não havia dispositivos tecnológicos como hoje — nem mesmo a televisão, que começou a ser largamente difundida a partir da década de 1970. Os alunos, então, eram mais atenciosos. Hoje, comparou, a escola é inclusiva e multicultural. “São características diferentes, que transformam o meio onde os professores trabalham. É preciso ter “jogo de cintura”. A aula tem de ser dinâmica”, disse.

 

Outros cinco palestrantes convidados debateram com a plateia em mesas de discussão sobre o papel da memória com a cultura escolar e a pedagogia narrativa — a história de vida dos professores e o encontro com a profissão. Os pesquisadores de diferentes áreas mostraram o papel da memória na construção da história da educação e da formação do professor.

 

Para a coordenadora-pedagógica na rede pública de ensino Evania Cristina Bosqueti, o fórum é importante porque traz subsídios aos profissionais para enfrentar os desafios da rotina diária na escola e buscar soluções. “Temos que lidar com a geração Z, imediatista, e lidar com os professores que tiveram uma formação diferente. Nossos alunos são totalmente tecnológicos e precisamos melhorar para sempre sermos bons professores”, afirmou. 

 

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