CORREIO POPULAR

Ateísmo crescente?

14/05/2014 - 05h00 |

A maioria da população mundial vai se tornar ateia em torno de 2038, calculou Nigel Barber, irlandês que se dedica ao estudo das religiões. Outra pesquisa baseada em dados do censo e projeções constatou que a religião poderá ser extinta em nove países. São eles: Austrália, Áustria, Canadá, República Checa, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia e Suíça.
 
Para chegar a essa conclusão foi considerado o enriquecimento das nações e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), pois há evidências estatísticas de que a justa distribuição de renda leva as pessoas a abandonar as crenças religiosas.
 
Os estudos mostram que à medida que se eleva o IDH, as pessoas se tornam mais confiantes, deixando de lado a crença na ajuda dos deuses. Parece que, ao deixarem a pobreza, as pessoas “ficam menos preocupadas com suas necessidades básicas e com a possibilidade de morrerem precocemente em consequência da violência ou da doença” ... “elas se sentem mais seguras de sua existência e não precisam recorrer a entidades sobrenaturais para acalmar seus medos e inseguranças.”
 
De outro lado e em oposição a Barber, o rabino Eric H. Yoffie, argumentou que a força da fé está crescendo na maioria dos países, inclusive nos mais ricos. Para ele, a previsão de que o ateísmo vai superar as religiões decorre do fato de Barber ser ateu, e não entender “que a vivência religiosa não é resultado da pobreza e privação”.
 
Yoffier afirmou que Barber é tendencioso e arrogante, que considera a religião como “fator incidental na história”, não admitindo a importância dela para a humanidade.
 
Para mim, a questão do ateísmo é que o ateu pressupõe a fé em um Deus que é separado do ser humano. A questão básica então é: é possível um Deus separado do ser humano, sendo ele o criador? Por outro lado, a teologia tem conceitos que não podem ser alcançados pelas crianças e a educação religiosa delas é falha, o que pode gerar a percepção de um “totaliter aliter”, um Deus Altíssimo.
 
Outro aspecto relacionado à fé é que ela é uma marcha ao incognoscível, uma decisão pessoal que se baseia em algo indemonstrável: a existência de Deus. Se assim é, a fé não necessariamente está alicerçada em dados econômicos ou índices de Desenvolvimento Humano, mas na convicção íntima do crente.
 
Por outro lado, a fé se concretiza como prática realizadora porque a fé sem obras é morta. Ela é uma entrega a Deus e ao próximo. A fé leva à descoberta de Deus e do próximo e estabelece relações fraternas e justas entre os humanos, muito além do índices econômicos e das estatísticas.
 
Ela busca justiça e paz, e se plenifica nesta caminhada e não é diminuída pelas conquistas que faz, antes, pelo contrário, se vê fortalecida.






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