DENGUE

Conselho aprova emergência na Saúde de Campinas

Exige que a Prefeitura decrete o estado devido à epidemia e à falta de profissionais

25/04/2014 - 08h33 | Sarah Brito
sarah.brito@rac.com.br

Foto: Rodrigo Zanotto/AAN
Pacientes aguardam do lado de fora da UPA do Centro, que voltou a registrar longas esperas para atendimento
Pacientes aguardam do lado de fora da UPA do Centro, que voltou a registrar longas esperas para atendimento

 O Conselho Municipal de Saúde aprovou resolução exigindo que a Prefeitura de Campinas decrete imediatamente o estado de emergência em função da maior epidemia de dengue da história da cidade e a defasagem de funcionários na rede pública de saúde.
 
O conselho é deliberativo, o que implica que a Administração deveria acatar a resolução e a moção foi aprovada pela maioria, com três votos contrários. O secretário de Saúde, Carmino de Souza, que também é um dos conselheiros, não compareceu à reunião.

Segundo a decisão do conselho, a Prefeitura tem prazo máximo de 15 dias para iniciar o processo de contratação emergencial de funcionários, entre eles médicos, agentes de controle ambiental e agentes comunitários de saúde.
 
Além disso, durante o prazo, o conselho exige que sejam convocados todos os técnicos de enfermagem aprovados no último concurso público para reforço em todas as unidades de saúde.

Sobrecarga

A enfermagem é a mais sobrecarregada na rede pública. Na quarta-feira (23), quando o conselho aprovou a resolução, o secretário de Saúde afirmou cogitar a possibilidade da contratação dos profissionais devido à alta demanda e sobrecarregamento que a epidemia de dengue está causando na rede.
 
O anúncio foi feito após o Ministério da Saúde ter informado à Prefeitura que descartou enviar reforço de equipe ou insumos para conter a crise.

 Há um déficit de 300 agentes de controle ambiental na Saúde, de acordo com recomendação do Ministério da Saúde.
 
A Prefeitura havia admitido o problema na ocasião e informara que o problema começou com o fim do convênio Cândido Ferreira.
 
Com a quebra do contrato, a Administração também admitiu que houve quebra na continuidade do serviço prestado pelos servidores, que fazem a vistoria e orientação da população sobre doenças como a dengue.

Recursos

A resolução do Conselho Municipal de Saúde também exige que sejam garantidos em até 15 dias todos os recursos necessários para o funcionamento da Vigilância em Saúde e a assistência no Município de Campinas, através de aquisições de insumos e equipamentos em caráter emergencial.

O CMS também deliberou que as linhas férreas - ativas e inativas, inclusive do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) - devem ser fiscalizadas com mutirões emergenciais.
 
O Conselho também exigiu que sejam tomadas todas as medidas preventivas para evitar nova epidemia no próximo ano.

Situação caótica

O presidente do CMS, Paulo Mariante, afirmou que a situação de Campinas, agravada pela epidemia da dengue, é caótica e o município deve decretar estado de emergência.
 
"É preciso que o governo contrate emergencialmente funcionários para a saúde. Não houve a reposição do quadro total após o término do convênio com o Cândido Ferreira. Também é preciso que a Prefeitura compre com urgência insumos, medicamentos", disse o presidente.

Mariante afirmou que hoje, se Campinas receber apoio da Força Nacional, os profissionais não terão como trabalhar.
 
"A cidade vive um colapso na Saúde em todos os setores", disse. A moção deverá ser publicada no Diário Oficial do Município nos próximos dias. A reunião do conselho contou com a presença de pelo menos 100 pessoas no Salão Vermelho da Prefeitura.
 
O órgão espera agora que o Executivo acate as solicitações da moção.

Último balanço divulgado pela Administração indicava uma projeção de 14.002 casos confirmados de dengue em Campinas, com uma morte confirmada.
 
O número é maior que o da então maior epidemia da história: de 2007, com 11.437 casos confirmados e três mortes.
 
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Comentários(1)

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  • tomasio busqueta: (25/04 as 12h27)
    A situação é o retrato do descaso da prefeitura em cumprir com suas obrigações, aliada a participação do povo que não extermina os criadouros do Aedes em sua própria residência. Com aproximação da Copa do Mundo, será que a seleção de Portugal irá manter sua estadia em Campinas?
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