Publicado 27 de Outubro de 2013 - 11h32

Ativistas resgastando os cães da raça beagle, que, segundo defensores, sofreriam maus-tratos

Reprodução/São Roque Notícias

Ativistas resgastando os cães da raça beagle, que, segundo defensores, sofreriam maus-tratos

O Instituto Royal iniciou o processo de recolhimento dos animais que foram resgatados da sede do centro de pesquisa , em São Roque, no último dia 18. Um dos primeiros beagles recuperados pelo Royal estava na casa de uma mulher de Valinhos. A informação é do deputado estadual Feliciano Nahimy Filho (PEN). Segundo ele, um oficial de Justiça e um advogado do instituto foram até a casa da advogada de Valinhos na noite de sexta-feira para recuperar o animal.

O parlamentar, que foi procurado pela advogada, disse que o trabalho agora é localizar para onde o cachorro foi levado. O cão pode ter sido localizado após denúncia de vizinhos. O animal tinha cerca de três anos e estava com os pelos das costas raspados.

De acordo com Feliciano, a advogada não participou do resgate, mas adotou o cão após a ação. A reportagem não conseguiu localizar a assessoria de imprensa do Instituto Royal.

No site da entidade, há uma nota oficial classificando como violenta a invasão realizada no último dia 18 de outubro. “(a invasão) constitui um ato de grave violência, com sérios prejuízos para a sociedade brasileira, pois dificulta o desenvolvimento de pesquisas científicas no ramo da saúde. Com o ato, foi prejudicado o trabalho e todo um patrimônio genético que levou mais de dez anos para ser reunido, fruto do esforço pessoal de pesquisadores que dedicaram sua vida à ciência e a criação da instituição”, afirma nota.

Na nota, o instituto afirma que os animais utilizados nas pesquisas “sempre foram tratados com carinho, cuidado e respeito, dentro do bem estar animal”. A entidade diz que todas as suas atividades são desenvolvidas sob supervisão de órgãos de fiscalização nacionais e seguindo os princípios das boas práticas de laboratório (BPL) e as normas do Conselho Nacional de Controle e Experimentação Animal (Concea).”

Alerta

A notícia do resgate deixou em alerta os ativistas da causa animal. A orientação repassada por eles é que as pessoas deixem de publicar informações sobre os cães nas redes sociais. Eles acreditam que o instituto esteja monitorando as redes para tentar localizar os cães.