Publicado 22 de Junho de 2013 - 12h01

Por Da Agência Anhanguera de Notícias

As mães Natália Piassentini, Natália Jonas, Polyane Pinheiro e Michelle Occiuzzi: passeata pelo futuro

Rodrigo Zanotto/Especial para AAN

As mães Natália Piassentini, Natália Jonas, Polyane Pinheiro e Michelle Occiuzzi: passeata pelo futuro

Enquanto o Centro de Campinas era tomado por milhares de manifestantes na noite de quinta-feira, um grupo de mães engajadas ficou em casa, mas com muita vontade de ir às ruas. Elas apoiam o movimento para a redução das tarifas de ônibus desde os primeiros protestos na Capital. Mas os filhos pequenos as impediram de empunharem cartazes e entoarem palavras de ordem na manifestação campineira. Por isso, resolveram criar um evento próprio no próximo domingo, dia 30, na Lagoa do Taquaral, onde poderão levar as crianças com tranquilidade.

A iniciativa de fazer uma manifestação com os filhos foi da jornalista e blogueira Beatriz Zogaib, de 30 anos. Apesar de ter nascido em Campinas, ela mora hoje em Serra Negra, com seu filho de 4 anos, e afirmou que se sentiu impotente por não poder sair de casa. “Infelizmente, não tinha ninguém com quem deixar meu filho. E também bate um medo de acontecer alguma coisa. Quando você é mãe e sabe que tem alguém que precisa muito de você, acaba ficando um pouco medrosa”, disse.

Beatriz, que escreve para o blog Mãe da Cabeça aos Pés, já havia criado um movimento de solidariedade aos protestos com outras blogueiras nas redes sociais. O grupo foi ganhando corpo e 500 pais já estão confirmados para a passeata no dia 30. Na manhã de ontem, elas promoveram um “tuitaço” sobre o assunto, e a hashtag #protestomaterno foi a segunda mais postada no Estado até o meio-dia. Todas também abordaram o tema em seus blogs sobre maternidade. “Nosso protesto são por melhores serviços públicos para nossos filhos, principalmente saúde e educação”, disse Beatriz.

A blogueira de Campinas Natália Jonas espera que o número de manifestantes no ato chegue a 700. “Criamos o evento há dois dias e já temos 500 pessoas confirmadas. Muitos pais abraçaram a ideia porque é a oportunidade de quem ficou em casa também poder extravasar, mas com segurança. Vai ser um evento para a família”, explicou. Destemida, Natália conseguiu deixar o filho de 1 ano e meio com a mãe para ir ao protesto anteontem. Ela saiu com a multidão do Largo do Rosário, seguiu pelas avenidas Francisco Glicério e Moraes Salles e foi até a Prefeitura. “Mas, quando começou o tumulto e as bombas, me afastei. Ajudei um pessoal que estava desesperado e depois voltei para casa. Apesar do começo ter sido bonito, fiquei decepcionada com o final.”

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