Publicado 16 de Julho de 2021 - 14h03

Por Agência Brasil

Vista geral da favela Morro Azul, na zona sul do Rio de Janeiro.

Tânia Rêgo

Vista geral da favela Morro Azul, na zona sul do Rio de Janeiro.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS) vai fazer uma vacinação em massa, entre os dias 29 de julho e 1º de agosto, para concluir a imunização dos moradores da Maré com idade  acima de 18 anos, cadastrados nas unidades municipais de saúde da comunidade. A vacinação será feita em escolas e nas cinco unidades de saúde da região.

Segundo o secretário Daniel Soranz, esta é uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)  apoiada pela SMS e articulada com a instituição da sociedade civil Redes da Maré e associações de moradores da localidade. O objetivo é vacinar 31 mil pessoas nos três dias.

“É um grande desafio, em que vamos contar com o apoio de mais ou menos mil profissionais de saúde. Uma força -tarefa para que também a Maré possa ser um case para avaliação da efetividade da vacina”, disse o secretário durante a apresentação do 28º Boletim Epidemiológico da Prefeitura do Rio. Ele acrescentou que estão incluídos na vacinação voluntários da secretaria municipal e de outros profissionais que queiram participar da imunização.

De acordo com Soranz, no dia 28 deste mês, estará concluída a vacinação das pessoas com 34 anos ou mais e, por isso, o projeto será realizado no grupo de até 18 anos que ainda não recebeu a imunização. Não há previsão para aplicação de vacinas em adolescentes de 12 a 17 anos no projeto.

Paquetá

O projeto Paquetá Vacinada, também em conjunto com a Fiocruz, vai ter mais uma etapa de vacinação. No dia 25, adolescentes entre 12 e 17 anos cadastrados e residentes na ilha vão receber a vacina da Pfizer, que é a única autorizada para esta faixa de idade. No dia 15 de agosto, será  aplicada a segunda dose a todos os vacinados no projeto.

No dia 20 de junho, o projeto aplicou doses da vacina AstraZeneca em moradores da ilha maiores de 18 anos que ainda não tinham sido imunizados. Agora, os adolescentes receberão a vacina da Pfizer, já que é o único imunizante atualmente disponível com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para aplicação neste público.

O objetivo do projeto é avaliar os efeitos da imunização em larga escala na população local. Após a cobertura vacinal total da população alvo, será feito, por um período ainda a ser definido, o monitoramento epidemiológico desses imunizados.

Dados preliminares do estudo com análise em mais de 2,3 mil exames sorológicos coletados na ilha indicaram que 21% das crianças e adolescentes apresentam anticorpos contra a covid-19 por terem sido expostos ao coronavírus. Além disso, antes da primeira dose do projeto ser aplicada nos voluntários, 40% dos adultos não vacinados e 90% dos vacinados previamente à pesquisa tiveram resultado positivo em testes sobre a presença desses anticorpos.

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