Publicado 09 de Maio de 2021 - 19h05

O espetáculo Colônia, que faz apresentação única hoje no Sesc Campinas, propõe uma reflexão sobre explorações humanas e violações de direitos básicos. O monólogo guarda horizontes para o desmembramento de uma realidade social histórica, e convida a plateia a acompanhar a evolução de um pensamento que habita o espaço entre conceito e poesia. O espetáculo foi indicado ao prêmio APCA 2018 de melhor dramaturgia.

Colônia é uma dessas palavras emprestadas do dicionário para criações análogas e está dispersa entre um conjunto de ideias: política, sociologia, botânica, ecologia, biologia, perfumaria. A peça faz questionamentos como: O que pode uma colônia? Quais os limites de sua atuação? Para que essa diversidade de definições entre em cena, dois fatos foram eleitos: a herança colonial e a história de um manicômio. Entre as décadas de 1930 e 1980, a cidade de Barbacena (MG) instalou o maior manicômio do país, chamado Colônia. Esse local aprisionou milhares de pessoas e foi cenário da morte de aproximadamente 60 mil que, em sua maioria, não tinham nenhum diagnóstico de loucura. Milhares delas foram mortas, entre doentes mentais, mulheres atuantes pelos direitos femininos, homossexuais, alcoólatras, prostitutas, homens tímidos, crianças indesejadas, opositores políticos, artistas e negros. O espetáculo /conferência Colônia resgata o histórico sobre todo um sistema de nação que não começa hoje. Faz um retrospecto histórico da exclusão, exploração e violações de grupos na sociedade. Hoje, às 20h, no Sesc Campinas (Rua D. José I, 270/333, Bonfim). Ingressos: De R$ 5 a R$ 17.