Publicado 08 de Maio de 2021 - 11h22

Por Lucas Rossafa/Correio Popular

Classificados, Guarani e Inter de Limeira cumprem tabela, neste domingo às 16h, em jogo da última rodada

Thomaz Marostegan/Guarani FC

Classificados, Guarani e Inter de Limeira cumprem tabela, neste domingo às 16h, em jogo da última rodada

 

Com revés do Santos diante do Palmeiras por 3 a 2, o Guarani selou classificação às quartas de final do Campeonato Paulista. A uma rodada do fim da primeira fase, o Bugre, vice-líder do Grupo D, tem 14 pontos e não pode mais ser alcançado pelo Peixe, com dez.

O resultado favorável registrado no Allianz Parque, após tropeço frente à Ponte Preta no Dérbi 199, faz o alviverde chegar ao último jogo com a possibilidade de terminar a fase de grupos na liderança - para isso, é necessária uma combinação de resultados no próximo domingo.

O bugre precisa vencer a Inter de Limeira no domingo às 16h, no Estádio Major Levy Sobrinho, e torcer para que o Mirassol, primeiro colocado com 17 tentos, seja derrotado pelo São Paulo, já classificado, e ainda tirar a diferença de quatro gols no saldo.

A importância de ficar com o primeiro lugar está no mando de campo do mata-mata, a ser disputado em duelo único no meio da semana que vem.

Xô, tabu!

Classificado com uma rodada de antecedência, o Guarani volta às quartas de final do Campeonato Paulista após nove anos. A última participação do bugre no mata-mata do Estadual foi registrada em 2012, quando foi finalista diante do Santos.

No início da década passada, sob comando de Oswaldo Alvarez, o alviverde despachou o Palmeiras, nas quartas de final, pelo placar de 3 a 2, e a rival Ponte Preta, na semifinal, por 3 a 1, em duelos disputados no Brinco de Ouro da Princesa, até alcançar a decisão.

Ao longo da campanha na primeira fase, com regulamento diferente do atual, o bugre disputou 19 jogos e ficou em quarto lugar entre 20 participantes, com 11 vitórias, três empates, cinco derrotas, 26 gols marcados, 18 gols sofridos e 63,1% de aproveitamento.

Na final, de volta após 24 anos, o Guarani, entretanto, não conseguiu fazer frente o Santos, então liderado por Neymar, Paulo H. Ganso, Alan Kardec, Elano e Muricy Ramalho, e amargou duas derrotas nos jogos de ida e volta, ambos disputados no Morumbi: 3 a 0 e 4 a 2.

 

Desencatou

Em derrota diante da Ponte Preta, Davó anotou primeiro gol desde volta ao Guarani.

Após assistências a Bruno Sávio (São Paulo) e Andrigo (Ferroviária), o atacante foi à rede no Moisés Lucarelli e fez o de honra no clássico. Cria das categorias de base, camisa 30 aproveitou contra-ataque puxado por Régis, autor da assistência, para tocar na saída de Ygor Vinhas e empatar o jogo. O atleta, entretanto, ainda persegue o primeiro gol na carreira dentro do Brinco de Ouro. Em casa marcou dois gols, porém anulados por posição de impedimento: Paraná (Série B do Campeonato Brasileiro de 2019) e Palmeiras (Campeonato Paulista de 2021).

"A gente tem que ser muito transparente. Davó não estava em uma noite feliz mesmo fazendo gol. Não estava naquela intensidade que ele costuma ter de buscar espaço e de ter essa mobilidade. Nós cobramos ele no intervalo e melhorou um pouco na segunda etapa. No segundo tempo, conseguiu reagir um pouco, mas também sentiu a parte física", analisou Aal, após clássico.

Davó tem contrato de empréstimo assinado junto ao Corinthians até 25 de junho de 2021.

E agora?

Para enfrentar a Inter de Limeira, Allan conta com os retornos do lateral-esquerdo Bidu e do volante Rodrigo Andrade, suspensos no dérbi.

Por outro lado, Airton é desfalque confirmado por ter sido expulso, após apito final no Moisés Lucarelli, por proferir tapa no rosto do atacante Niltinho.

Capitão do grupo, beque caiu na provocação dos rivais da Ponte Preta, já com o clássico campineiro encerrado, e recebeu advertência graças à interferência do árbitro de vídeo, comandado por Márcio de Gois, responsável pela indicação a Vinícius Dias Araújo.

Titular absoluto e presente nos 11 jogos disputados pelo Bugre até aqui no Estadual, atleta deve ser substituído por Romércio em Limeira. 

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Lucas Rossafa/Correio Popular