Publicado 07 de Maio de 2021 - 14h48

Por Lucas Rossafa/Correio Popular

Futebol abaixo do esperado deixa treinador insatisfeito, mas equipe ainda acredita na classificação

Thomaz Marostegan/ Guarani FC

Futebol abaixo do esperado deixa treinador insatisfeito, mas equipe ainda acredita na classificação

A vitória do Palmeiras na noite de ontem contra o Santos por 3 a 2 no Allianz Parque, além de manter vido o alviverde da capital na briga pela segunda vaga do grupo C - dependendo apenas de um tropeço do Novorizontino contra o Corinthians na rodada final -, também foi comemorada pelos torcedores do Guarani. Isso porque o resultado colocou o clube de Campinas nas quartas de final do Campeonato Paulista. Menos mal para o Bugre, que ainda está se recuperando da derrota para a Ponte por 3 a 1 no clássico campineiro disputado na última quarta-feira.

O técnico do Guarani, Allan Aal, não ficou satisfeito com o que viu em campo no  Moisés Lucarelli, quarta à noite. Para ele, a equipe foi passiva e aceitou o futebol da Ponte. Frustrado com tropeço no Dérbi 199, treinador apontou, em coletiva de imprensa, os principais erros cometidos pelo Bugre no decorrer dos 90 minutos.

"A gente procurou ou procurava, antes da partida, manter a nossa intensidade e pressionar a saída de bola, que é uma característica nossa, porém as ausências acabam mudando um pouco a característica da equipe. São situações individuais que são características do próprio atleta, mesmo procurando colocar algumas situações de maior intensidade. Nós mantivemos isso. Nós ficamos muito abaixo nesse quesito", lamentou.

"As nossas transições e as nossas saídas de trás foram muito lentas e muito cadenciadas. Conduzimos demais a bola. Não agredimos o adversário sem a bola, buscando espaço vazio e competimos muito pouco, principalmente no primeiro tempo. Então eu cobrei. Nós conversamos no intervalo e melhorou um pouco, mas não foi nem próximo daquilo que vínhamos desempenhando. Então vamos procurar corrigir, conversar, cobrar e já reagir na próxima partida", acrescentou.

Aal também condenou a passividade apresentada pelo Guarani, especialmente para aceitar a imposição da Macaca, sobretudo no segundo tempo. "Eu acho que foi mais aceitar a marcação do adversário e aceitar o jogo do que propriamente a questão de experiência em clássicos aqui e em dérbis aqui, até mesmo porque nós temos jogadores que já jogaram vários clássicos, tarimbados e que já disputaram jogos importantes. Eles que sabem que, em jogos assim, a gente tem que ter atitude acima de tudo. Então eu acho que aceitamos demais aquilo que a Ponte Preta se propôs a fazer, principalmente no primeiro tempo, que era esperar em uma linha média", pontuou.

"Nós aceitamos. Nós não tivemos a mobilidade e nós não tivemos a intensidade. Acima de tudo isso, coletivamente, não foi uma partida boa para ninguém. Hoje, se for falar individualmente, vai bater na tecla de todos os jogadores que foi um jogo muito aquém, mas continuamos confiando, acreditando no trabalho e, principalmente, confiando na classificação. Tivemos a oportunidade de quebrar um tabu de 12 anos que, infelizmente, não conseguimos de ganhar na casa do adversário, mas vamos procurar quebrar um tabu de sete anos, que é passar o Guarani para próxima fase e classificar para gente brigar por algo maior", completou.

Allan ainda isentou a atuação do árbitro de vídeo no revés do Dérbi 199. Treinador do Bugre não criticou o VAR, comandado por Márcio Henrique de Gois, por indicação de pênalti assinalado do zagueiro Thales em cima do atacante Moisés, no segundo tempo.

"A responsabilidade toda é nossa. Independentemente do erro do VAR ou não, eu não cheguei a ver o lance ainda, mas antes do erro do VAR nós tivemos um primeiro tempo muito abaixo daquilo que a gente vinha rendendo. Não é demérito nenhum ou transferência de responsabilidade, porque a gente se cobra internamente. Nós temos que mostrar isso dentro de campo. Tivemos jogos que a nossa intensidade, entrega, disposição e a nossa mobilidade principalmente foram muito boas. Hoje, foi muito aquém", disse.

"Nós fizemos um primeiro tempo ali que não teve aquela velocidade, não teve mobilidade, não teve aquele objetivo de fazer o gol e aquela objetividade de roubar a bola no campo do adversário. Isso acabou sendo um fator preponderante. Eu acho que foi acima do erro ou não do VAR. Independentemente disso, nós tínhamos que continuar a brigar, a lutar e a buscar o resultado. Então, coletivamente, a equipe foi muito abaixo. Isso a gente vai conversar, vai cobrar e vai corrigir", fechou.

Com revés no clássico, Guarani estaciona em 14 pontos, na vice-liderança do Grupo D. Bugre encerra participação na primeira etapa do Estadual no domingo, diante da Internacional de Limeira, no Estádio Major Levy Sobrinho.

 

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Lucas Rossafa/Correio Popular