Publicado 10 de Maio de 2021 - 9h58

Por Ítalo Hamilton Barioni/Presidente Executivo do Grupo RAC

Em visita a um amigo controlador de uma grande empresa química para fins industriais, dele ouvi a alegação de que sua empresa não teria qualquer mensagem para as mães, em sua data. Ponderei comigo, e respondi a ele: “Seus produtos podem não ser endereçados às mães diretamente, podem não ter uma relação com elas, mas a química do amor de mãe é insuperável, nada prevalece sobre isso”. O amigo permaneceu em silêncio por um instante. Ele resolveu, nessa hora, ser nosso anunciante.

Saí da indústria satisfeito, muito menos pelo resultado comercial de minha visita. Saí refletindo sobre o que havia falado e como colacar meu coração de filho em minhas palavras. E como filho, lembrei-me da minha mamãe. Uma nostalgia, uma saudade em forma de ternura invadiu minha alma nas horas subsequentes. Não me contive, as lágrimas rolaram pelo meu rosto. E as lágrimas que caíram dos meus olhos são um produto químico, sim, um produto químico do amor de mãe.

Lembrei-me de minha infância e juventude, de minha mãe Maria, e de seus gestos, dos seus sorrisos, do seu ânimo diário. Notei que, de triste, passei a sorrir, ao lembrar de episódios que envolveram não apenas a minha relação com minha mãe, mas de toda a família reunida em torno da mesa, ao seu redor.

Reuniões intensas, fulgurantes, perpetuadas pelas câmeras antigas de aparelho videocassete, que transmitiam a alegria de uma família envolta no carisma de nossa querida matriarca.

Sua presença era o elo que nos unia e que nos tornava pessoas dinâmicas e constantes. A partir da morte de minha mãe, a família, que já se encontrava dispersa, foi se reunindo e se visitando cada vez menos, até transformar aquela união em raros encontros.

A química do amor de mãe irradia. É feixe de luz que não se decompõe, nem se divide, nem extrai. Diferentemente das luzes que são explicadas em nosso jornal, na edição de hoje, pelo professor dr. Antonio José Roque da Silva, que foi diretor do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron e chefiou o projeto de construção do Sirius - termo que representa a estrela mais brilhante do céu noturno -, é luz que soma, agrega, adiciona. É amor. É de mãe. Puro. Cristalino. Verdadeiro. As mulheres são superiores ao homens, não por serem mães, o que os homens já podem ser, mas pelo amor que elas propagam, transmitem, incutem, a verdadeira química do amor de mãe!

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Ítalo Hamilton Barioni/Presidente Executivo do Grupo RAC