Publicado 06 de Maio de 2021 - 19h31

Por Correio Popular

A decisão da Prefeitura de Campinas de autorizar a realização de eventos sociais com restrições (25% da capacidade de lotação e pessoas sentadas) merece uma análise ponderada sob a luz do bom senso e dos dados disponíveis sobre a pandemia, que atingiu de modo linear quase todas as atividades econômicas. As consideradas essenciais puderam funcionar normalmente. Outras ficaram limitadas ao atendimento por sistemas remotos, como delivery. E diversas atividades foram suspensas temporariamente ou seriamente abaladas, como a dos motoristas de vans escolares, por exemplo.

Um dos segmentos mais duramente atingidos pela pandemia é o de eventos sociais. Espetáculos musicais, teatros, cinemas, shows, palestras, seminários, feiras, congressos e similares, praticamente desapareceram desde março de 2020. Por sua natureza quase incompatível com os protocolos de segurança da covid-19, necessários para se evitar aglomerações, as autoridades sanitárias tiveram que suspender a agenda de eventos em Campinas. Assim, a pandemia trouxe consequências devastadoras para o setor, com reflexos sobre outros segmentos, como a hotelaria voltada para negócios corporativos, por exemplo, que derreteu em meio ao pesadelo da covid-19.

Desde o início da pandemia, alguns setores vêm conseguindo sobreviver, seja abrindo em determinadas fases mais brandas do Plano SP, seja atendendo a clientes remotamente. Outros, porém, não tiveram a mesma sorte. Agora que os dados epidemiológicos permitiram uma flexibilização das medidas, é salutar que a Administração municipal se mostre sensível ao estrangulamento do setor de eventos, bastante castigado desde o início do ano passado.

Que se aplique os critérios de controle sanitário - como limitar em 25% a capacidade de público - e se monitore os índices de evolução da doença na cidade, para que outros segmentos sejam paulatinamente autorizados a funcionar.

Agora, para que as medidas tenham êxito, será necessária a colaboração de cada cidadão no respeito aos limites impostos e ao cumprimento dos protocolos de segurança, como o uso de máscaras e álcool em gel. Enquanto a vacinação avança, é saudável que a Administração municipal siga com seu plano de gerenciamento da crise, ora debelando possíveis focos de contaminação com medidas mais duras de isolamento social, ora liberando com critérios os diversos segmentos econômicos da cidade. Bom senso é a palavra-chave!

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