Publicado 10 de Maio de 2021 - 12h13

Por Adriana Giachini/Correio Popular

Sistema de tratamento para fornecimento de água industrial e água clarificada, Camaçari, Bahia

Divulgação

Sistema de tratamento para fornecimento de água industrial e água clarificada, Camaçari, Bahia

No Brasil, país que abriga a maior quantidade de água doce do planeta (12% do total), 16,3% da população segue sem acesso a água potável. Da mesma forma, enquanto 45% da população do país vive em regiões onde não há sistema adequado de esgoto, a cidade de Campinas – com menos de 2% de seu território sem água, e 5,3% sem coleta de esgoto - vem se consolidando como exemplo mundial de combate ao desperdício da água.

Quem faz uso dessa régua do “8 ou 80” quando debate o saneamento básico nacional - e suas tendências - é o Diogo Taranto, diretor de negócio do grupo Opersan, empresa especializada em soluções ambientais para o tratamento de águas e efluentes do país e uma das líderes na implantação de reúso de água do setor privado. “A região de Campinas, por ser um polo industrial que reúne grande diversidade de empresas, de praticamente todos os ramos de negócio, é cenário de desenvolvimento tecnológico e também de formalização do setor público com leis e normas com foco no combate ao desperdício. Aqui, a discussão não é mais sobre acesso à água ou a melhor distribuição do esgoto. O desafio é ir além, é pensar nos próximos passos para uma vida sustentável”, diz Taranto.

E é nessa equação que a Opersan entra em cena. “Onde existe esgoto tratado e rede de coleta estruturada, há desenvolvimento industrial. Com isso, você poupa a saúde pública e traz mais recursos para a infra-estrutura, com espaço também para pensar em formas de outros incentivos fiscais ou maneiras de se avançar em temas carentes no Brasil como o reúso”, acredita o diretor de negócio da empresa.

 

POTENCIAL

De “olho” no potencial da região e alinhada ao conceito de desenvolvimento sustentável é que a marca vem construindo sua reputação no mercado, com foco em soluções que preservam a água e, consequentemente, a vida. Não à toa, atualmente, e somente na região de Campinas, são mais de 500 clientes em dois grupos de trabalho.

O primeiro, e mais comum, a Opersan chama de onsite (que é quando eles assumem serviços de operação e manutenção de sistemas de tratamento de águas e efluentes). Já no offsite, a Opersan entra como parceira completar no trabalho. “De qualquer maneira, e cada vez mais, o setor industrial da região metropolitana de Campinas mostra interesse em proteger seus recursos hídricos, de modo a utilizar os efluentes e fazer o descarte nos receptores mais corretamente, também com a preocupação de estar alinhado à legislação”, destaca Taranto.

Economia

E como a tecnologia ajuda? O diretor da Opersan cita como exemplo projeto do ano passado, com uma indústria de latas de alumínio, em sistema de tratamento de água envolvendo 15 mil metros cúbicos por mês. Graças ao tratamento de reúso, 50% da água consumida, agora, retorna para a fábrica. “Ou seja, são mais de 7 mil metros cúbicos poupados da rede pública.”

A iniciativa tem sido cada vez mais recorrente, uma vez que o estímulo ao reúso é também financeiro. “A indústria que aplica o reúso pode conseguir uma economia na conta mensal de consumo de água de 50%. Sem falar da necessidade de ações que contribuam com a escassez hídrica. A indústria fazendo a sua parte, com o reúso, deixa o recurso nobre para a população”.

Para ele, o avanço da tecnologia, aliado ao debate cada vez mais difundido de temas relacionados ao meio-ambiente e a busca por uma economia verde, fez com que o setor saísse do convencional em busca de ideias pioneiras, especialmente na última década. Como resultado, entre os tratamentos que ele considera de ponta estão os que fazem uso de membranas de osmose nas reservas para criar barreiras físicas capazes de garantir um teor de pureza superior aos procedimentos convencionais.

Descarte perigoso

Ele ainda explica que não se trata apenas de garantir melhor qualidade para a água potável, mas sim de considerar a vida urbana, com contaminantes emergentes que não são capazes de serem tratados do modo tradicional. “Estamos considerando estudos que alertam sobre o alto teor de drogas, muitas provenientes do descarte de remédios, por exemplo.”

Marco

Diogo Taranto ainda acredita que o setor privado também será privilegiado com o Novo Marco do Saneamento, aprovado ano passado no Senado. Para ele, apesar do marco referir-se ao setor público, no que se refere ao corporativo, a nova legislação vai ajudar a reduzir a informalidade, o descarte ilegal de efluentes. “Você terá investimento no setor público, concessões privadas com alcance maior, e uma discussão mais ampla, refletindo na consciência das empresas de oferecer um produto bom para o consumir, em todos os sentidos”.

Responsabilidade

O Grupo Opersan traz para o mercado uma proposta completa, na qual o principal objetivo é assumir toda a responsabilidade pelos efluentes e tratamento de água de seus clientes. Com a expertise da companhia e a sua capacidade de investimento, a empresa propõe a melhor solução para cada efluente, realiza o investimento necessário e assume toda a responsabilidade pela construção e operação das centrais de tratamento. O objetivo é liberar os clientes para que eles foquem em seu core business, tendo a tranquilidade de que as suas necessidades de águas e efluentes estão sendo atendidas, respeitando a legislação e o meio ambiente.

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Adriana Giachini/Correio Popular