Publicado 08 de Maio de 2021 - 12h15

Por Gilson Rei/Correio Popular

A Secretaria de Educação confirmou seis casos de covid-19 na rede municipal de Campinas em duas semanas de aulas presenciais. Duas professoras, duas serventes e duas funcionárias do setor administrativo testaram positivo. A Prefeitura afastou imediatamente as servidoras, assim que apresentaram sintomas de suspeita de covid-19.

Uma das professoras vai retornar às atividades na segunda-feira que vem e uma servente já retornou ao trabalho. Segundo a Secretaria de Educação, as profissionais positivadas atuam nas regiões Sul, Centro, Norte e Leste da cidade. O número de casos suspeitos de covid-19 na rede de ensino não foi divulgado.

A Secretaria de Educação informou também que, todos os casos suspeitos são reportados aos serviços de saúde para o acompanhamento e adoção das medidas preconizadas. Nestes casos, a equipe da Vigilância em Saúde faz a investigação para definir se houve ou não provável infecção no ambiente escolar, porque nem todos os casos de covid-19 entre trabalhadores e alunos ocorrem em decorrência de transmissão na escola.

Para prevenir e minimizar os riscos de transmissão do coronavírus, a Secretaria de Educação adotou protocolos recomendados pelas autoridades sanitárias. Por meio da assessoria, a Prefeitura informou que: "As escolas passam por processo de higienização, a cada troca de turno. As mochilas dos alunos são higienizadas e a temperatura corporal de alunos e funcionários é aferida".

A nota continua: "Também está incorporada a lavagem das mãos e higienização com álcool gel; uso de máscaras e face shield; e as carteiras nas salas de aulas, assim como os lugares nos refeitórios são disponibilizados com um distanciamento de um metro e meio. As escolas seguem a capacidade de até 35% do total de alunos matriculados, conforme determinado pelo Plano São Paulo".

Ceprocamp

Duas confirmações de covid-19 foram identificadas em servidoras do setor administrativo no Centro de Educação Profissional de Campinas "Prefeito Antonio da Costa Santos" (Ceprocamp). Conforme noticiado na edição de ontem do Correio Popular, houve suspensão das aulas presenciais na unidade por conta das contaminações confirmadas.

A informação teve como base os depoimentos de servidores contatados pela reportagem e as denúncias feitas ao vereador Gustavo Petta (PCdoB), que é presidente da Comissão de Educação e Esporte da Câmara Municipal de Campinas, e comunicou os casos à Secretaria de Educação, pedindo a suspensão das aulas presenciais na unidade.

Porém, a Secretaria de Educação negou a suspensão das atividades presenciais por conta das contaminações. Ontem, a assessoria de imprensa da Secretaria explicou que as aulas presenciais continuam em aberto nas unidades do Ceprocamp.

Reforçou a informação de que as aulas presenciais não chegaram a acontecer nas duas semanas de retomada das atividades porque: "os alunos optaram pelas aulas remotas e que isso não representa suspensão". Neste período, segundo a Secretaria, ocorreram apenas aulas remotas.

Email

Mesmo com as justificativas da Secretaria de Educação, a reportagem confirmou que as aulas presenciais foram suspensas no dia de ontem. Um email encaminhado aos professores no dia 6 de maio pelo Núcleo Pedagógico Ceprocamp confirmou. O título do email informa: "Suspenção de aulas presenciais - 07/05".

No email vem a informação: "Informamos que, por decisão da gestão escolar, não haverá atividades PRESENCIAIS no dia 07/05, sexta-feira. Por isso, solicitamos que se organizem para ministrarem atividades na plataforma e, por favor, comunicarem os alunos que eventualmente fossem comparecer presencialmente nessa data. Qualquer eventualidade, tornaremos a entrar em contato com vocês.". Assina o email o Núcleo Pedagógico Ceprocamp. A Secretaria de Educação informou, por meio de sua assessoria, que desconhecia esta orientação do email enviado aos professores.

Vale lembrar que as aulas presenciais no período da manhã e da tarde estavam ocorrendo desde o dia 26 de abril no Ceprocamp. Já as aulas presenciais noturnas não estavam sendo realizadas devido ao toque de recolher, a partir das 21h. No mesmo dia 26 de abril voltaram também às aulas presenciais o ensino fundamental; educação especial; Educação de Jovens e Adultos (EJA); e Fumec. Já as atividades nas pré-escolas municipais o reinício foi em 3 de maio.

Sindicato

O Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Campinas questiona desde o ano passado na Justiça a segurança das atividades presenciais nas unidades de ensino. A entidade exige o retorno às aulas apenas quando todos os professores e funcionários da Educação estiverem imunizados com a vacinação massiva.

Desde o ano passado a entidade pede também a testagem de todos os agentes da área de ensino, a distribuição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) de qualidade e em quantidade suficiente para atender os trabalhadores e os estudantes.

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Gilson Rei/Correio Popular