Publicado 06 de Maio de 2021 - 9h52

Por Da redação

O empresário Eduardo Matos, proprietário do Alma: mais confiança

Diogo Zacarias/ Correio Popular

O empresário Eduardo Matos, proprietário do Alma: mais confiança

Proprietários e dirigentes de casas noturnas, teatros e de espaços para eventos receberam com alegria a notícia de que esses estabelecimentos podem ser reabertos em Campinas. Isso porque, ontem, a Prefeitura baixou um decreto liberando o uso de 25% da capacidade desses locais, com público sentado e funcionamento das 6h às 20h. "25% é bem pouco, mas nós já ficamos felizes porque, pelo menos, já conseguimos fazer eventos pequenos. Eu sou a favor de abrir devagar. Por isso, está bom por agora. Fiquei satisfeita", afirma a proprietária da Pourri Festas, Cleusa Fernandes Marsolla.

Com a autorização, espaços poderão retomar a realização de casamentos, reuniões e encontros. "Com certeza, esta notícia é muito boa", diz o gerente Eduardo Porto, da Rede Vitória Hotéis. "A liberação dos eventos, assim como a reabertura dos restaurantes, há duas semanas, é mais um passo para o recomeço da retomada dos negócios", completa.

Eduardo Matos, diretor proprietário do Alma, é de mesma opinião. "Conforme os números (de saúde) estão mais controlados, a confiança dos clientes se torna progressiva. E, para gente, é uma alegria poder voltar", pontua.

O diretor do Teatro Oficina do Estudante Iguatemi, Douglas Nascimento, também comemorou a notícia, embora, na prática, ela ainda não proporcione, do ponto de vista financeiro, possibilidade de reabertura. "É claro que é uma boa notícia porque a gente vê que é um degrauzinho, que já é um avanço. Só que a gente continua fechado porque os nossos espetáculos são à noite. E, quando mudar o horário, se ainda permanecer em 25%, a gente também não consegue abrir porque a conta não fecha com esse público".

Pelas mesmas razões, por enquanto, o Teatro Sotac também não será reaberto. Mas, isso não impediu o diretor Antonio Carlos Costa de comemorar. "Neste momento de pandemia, nosso setor foi o primeiro a parar e será o último a voltar. Mas, nós entendemos e apoiamos as medidas necessárias de distanciamento social. Tivemos que nos reinventar. Ter criatividade. Ter novas ideias. E estamos sobrevivendo culturalmente. Continuamos com os mesmos projetos, com as mesmas atividades, mas tudo online", declara.

Costa conta ainda que o auxilio emergencial não é suficiente para cobrir nem 50% dos gastos, e que ele sobrevive com economias. Mas, que irá retomar as aulas de teatro em um espaço aberto, e que a pandemia permitiu novas ações, como uma novela, feita com todo o elenco em casa, e que pode ser assistida pela internet, pelo site http://teatrosotac.com.br/

Em relação a custos, especificamente, o sócio-proprietário Estéfano Bespalec Junior, do Campinas Hall e do Brasuca Espaço Cultural, explica que, para os estabelecimentos focados em grandes eventos, o decreto "não faz diferença por conta da capacidade reduzida e pela necessidade do público permanecer sentado, sem a exploração da pista de dança".

Ocorre que os custos envolvidos nesse tipo de estrutura demandam diversos profissionais, e locações de equipamentos, e materiais, que inviabilizam a realização com uma capacidade tão reduzida. "O risco financeiro aumenta muito, a ponto de escolhermos permanecer fechados", completa.

Decreto veta pista de dança e aglomeração

A realização de eventos sociais em Campinas foi liberada ontem pela Prefeitura dentro da Fase de Transição do Plano São Paulo de flexibilização da economia. Os locais não poderão oferecer pista de dança ou atividades coletivas que quebrem o distanciamento social e terão que obedecer com rigor os protocolos sanitários.

A autorização, que tem aval da Vigilância Sanitária, segue as mesmas regras de eventos culturais e restaurantes, que estão liberados nesta fase de transição, desde que não gerem aglomerações.

 

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