Publicado 05 de Maio de 2021 - 14h04

Por Estadão Conteúdo

Os corpos das cinco vítimas do ataque à creche Pró-Infância Aquarela ocorrido na manhã de terça-feira, 4, foram velados no Módulo Esportivo, bairro Lage de Pedra, em Saudades, na madrugada desta quarta-feira, 5. Mais de mil pessoas prestaram homenagens, e mensagens de solidariedade se multiplicam pela cidade, que fica no oeste de Santa Catarina.

O município está em luto pela perda das vítimas do ataque, que resultou na morte de três crianças e duas funcionárias da creche. Uma criança de 1 ano e 9 meses segue internada na UTI Pediátrica do Hospital Regional do Oeste, em Chapecó, e o estado de saúde dela é considerado estável.

Preso em flagrante pelo crime, Fabiano Kipper Mai, de 18 anos, está em estado grave de saúde após desferir golpes contra o próprio pescoço, segundo contaram testemunhas. O delegado regional de Polícia Civil de Chapecó, Ricardo Casagrande, diz que a investigação está a cargo da Polícia Civil da Comarca de Pinhalzinho, que aguarda a eventual liberação médica para colher o depoimento do jovem, internado no Hospital Regional do Oeste em Chapecó.

A polícia diz que Mai foi à creche Pró-Infância Aquarela, no centro da cidade, de bicicleta, por volta das 10h de ontem. Ao entrar no estabelecimento, ele começou a atacar uma professora de 30 anos que, mesmo ferida, correu para uma sala onde estavam quatro crianças e uma funcionária da escola, na tentativa de alertar sobre o perigo. O rapaz, então, atacou os alunos e a funcionária da escola. Duas meninas de menos de dois anos e a professora morreram no local. Outra criança e a funcionária morreram no hospital.

Segundo a polícia, a ação foi planejada. "O crime foi premeditado, ele chegou de bicicleta na creche, com uma mochila nas costas, uma professora o abordou e ele começou a atacá-la com golpes de facão nas costas. O jovem seguiu a professora até uma sala onde atacou também a outra funcionária auxiliar e mais quatro crianças com menos de dois anos", afirmou delegado Jerônimo Marçal Ferreira a uma emissora de rádio.

"Ele ainda está em uma situação precária de saúde. Estou monitorando a situação dele. Assim que for possível eu vou interrogá-lo, se for possível, se ele sobreviver" afirmou o delegado Ferreira, que também acompanha o caso.

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