Publicado 26 de Abril de 2021 - 19h05

Historicamente, o Brasil é um país que não protege ativistas ambientais. E é justamente nesse ponto que quer focar a série Aruanas, produzida para o Globoplay e que estreia na Globo às terças-feiras, a partir do dia 28. Escrito por Estela Renner e Marcos Nisti, o thriller ecológico alerta para a crise ambiental mundial a partir da história de três amigas que fundaram uma ONG e, cada uma em sua especialidade, lutam, ao longo dos dez episódios da primeira temporada – a segunda já está garantida –, para mudar essa realidade. “Não falamos de uma Amazônia alegre. Para falar da vida, estamos anunciando que é possível a morte. Ou seja, se não cuidarmos, ela acaba. Retratamos isso musicalmente, na fotografia e na linguagem, que se unem para que essa tensão seja perceptível”, avisa o diretor artístico Carlos Manga Jr.

Aruana, nome de origem indígena que significa sentinela, é como o trio de mocinhas batizou a ONG que fundaram juntas para defender o meio ambiente. Tudo começou quando, aos 13 anos, as amigas de infância Natalie, Luiza e Verônica, papéis de Débora Falabella, Leandra Leal e Taís Araújo, batalharam pela preservação de uma praça da cidade de São Paulo. Nos tempos atuais, no entanto, a trama se passa na fictícia Cari, cidade do interior do Amazonas. Ali, pessoas estão adoecendo de forma misteriosa e assassinatos e ameaças aos povos indígenas estão se tornando comuns. As ativistas, cada uma em sua trilha investigativa, criam um mosaico de evidências que leva a um grande esquema de crimes ambientais envolvendo garimpos ilegais e uma renomada mineradora nacional. “Eu acredito muito nesse projeto e sempre fiquei ansiosa pela chegada da série à tevê aberta porque é muito importante. É um tema fundamental, que diz respeito a todos nós”, diz Taís Araújo.

Cada uma das mocinhas tem um perfil bem distinto e acaba enfrentando problemas pessoais também. Luiza, intempestiva e arisca, fica na linha de frente do ativismo. Além disso, se aventura na maternidade e chega a enfrentar uma disputa judicial pela guarda do filho. Já Natalie traz todo o poder da comunicação para a ONG, sendo jornalista e uma renomada apresentadora de televisão. Fora do ambiente profissional, vive um relacionamento fracassado com Amir, vivido por Rômulo Braga, que é amante justamente de Verônica. Esta última é advogada e a mais racional das três. “Poder falar da questão ambiental, misturando entretenimento e chegando próximo das pessoas, é um valor incrível dessa série”, exalta Débora Falabella.

O caso de Cari, que cai nas mãos das ativistas, pode estar relacionado à mineradora KM, comandada por Miguel Kiriakos, papel de Luiz Carlos Vasconcelos. O vilão lidera diversos garimpos ilegais, mas quer ocupar toda a Reserva de Cari. Para isso, contrata Olga, uma reconhecida lobista em Brasília, vivida por Camila Pitanga, que é especialista em cuidar dos interesses de empresas que pouco ligam para o meio ambiente. “Aruanas é uma trama atual, que apresenta esses ativistas como seres humanos que têm essa paixão, esse ideal de lutar por um mundo melhor. É uma série que traz esperança e ação”, garante Leandra Leal. (Por Márcio Maio/ TV Press)