Publicado 14 de Abril de 2021 - 5h30

O cantor e compositor Antonio Carlos Moreira Pires, ou melhor, Moraes Moreira morreu na madrugada desta segunda-feira, 13, aos 72 anos. A causa da morte foi um enfarto agudo do miocárdio, segundo informações de sua assessoria. Ele estava dormindo. Nascido em Ituaçu, na Bahia, em 8 de julho de 1947, o cantor se projetou na carreira com o grupo Novos Baianos, ao lado de Baby do Brasil (Consuelo na época), Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão, poeta com quem escreveu os sucessos Preta Pretinha e Mistério do Planeta.

Em 1975, ele saiu da banda e iniciou uma vitoriosa carreira solo, tornando-se um dos pioneiros do trio elétrico no Brasil. No ano passado, estreou o show Elogio à Inveja, com músicas de outros autores.

Artistas e personalidades lamentaram a morte de Moraes Moreira. O jornalista e escritor Xico Sá lembrou que Moreira era um cordelista e que fez um folheto sobre a pandemia do novo coronavírus. Sá reproduziu uma estrofe: "Até aceito a Polícia / Mas quando muda de letra / E se transforma em milícia / Odeio essa mutreta / Pra combater o que alarma / Só tenho mesmo uma arma / Que é a minha caneta".

O músico e apresentador Luiz Thunderbird lembrou do show que Moreira apresentou no Festival de Águas Claras. "Inesquecível show que assisti no Festival de Águas Claras, ele, o violão, nos entretendo por duas horas. Vai sereno, Moraes", escreveu.

A cantora Gaby Amarantos relembrou da música Sintonia. "Obrigado por tanta música e criatividade", agradeceu a artista paraense.

Informações sobre o velório e enterro não serão divulgadas atendendo a orientação de evitar aglomerações por conta da pandemia de coronavírus. (Do Estadão Conteúdo)