Publicado 28 de Abril de 2021 - 19h05

A Polícia Civil prendeu na manhã de ontem, dez pessoas, entre elas uma mulher, suspeitas de integrarem uma quadrilha de estelionatários que agiam via internet, que negociavam, inclusive objetos furtados de cargas. A polícia calcula que em um ano, o bando causou um prejuízo de cerca de R$ 5 milhões a grandes magazines de vendas on-line. O chefe do bando, segundo a polícia, foi preso na Vila Orquídeas, em Sumaré.

As prisões são temporárias de cinco dias e fazem parte da Operação Invoice, coordenada pela 1 Delegacia de Investigações Gerais (DIG), ligada a Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Campinas. Foram expedidos 26 mandados de busca e apreensão e 15 de prisão, nas cidades de Sumaré, Jandira, Cotia, Embu das Artes, Itapevi, São Paulo e Praia Grande e nas cidades mineiras de Poços de Caldas e Andradas. A ação começou as 3 horas da madrugada e envolveu cerca de 120 policiais civis da Deic de Campinas.

De acordo com o delegado que comandou a ação, José Carlos Fernandes, a investigação teve início em novembro do ano passado, após a prisão em flagrante do segurança José Carlos Dias Pereira envolvido em receptação de batedeiras e liquidificador kitchenaid. Durante as apurações, os policiais descobriram que o grupo agira em várias modalidades criminosas, tais como estelionato, receptação, falsidade ideológica, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro. Dos 15 integrantes, ao menos 13 deles realizavam compras na internet, utilizando-se de documentos falsos ou roubados e depois ofereciam em um grupo formado entre eles no WhatsApp.

Pelas investigações, a quadrilha faz cadastro com cartão de crédito clonado em sites de compra, efetuam compras para entrega em endereços que depois os golpistas deixam. Outro dado sobre os produtos, é que do grupo, três deles possuem caminhão de entrega e durante o serviço, prestados a empresas de eletroeletrônicos, eles paravam na rota, avisam os comparse interessava seguisas sobre a mercadoria. O que a até o local e retirava o que queria.+ “As apurações apontaram que o indivíduo preso no início da investigação era o líder dessa quadrilha, pois ele é quem comprava os eletrônicos adquiridos ilicitamente pelos seus comparsas e os revendia pela metade do preço na internet”, contou o delegado.

Ainda segundo Fernandes, havia uma divisão de tarefas entres os integrantes da quadrilha. Além de Pereira, estavam na casa dele a namorada e o irmão dele, que também foram presos.

Além de diversos eletroeletrônicos, também foram apreendidos veículos, drogas como ecstasy, arma de fogo, espelhos de CNH e um computador contendo programa destinado à falsificação de Carteira de Habilitação. “Os trabalhos agora seguem focados em individualizar as respectivas condutas dos investigados, bem como identificar outros integrantes do grupo e localizar outras eventuais empresas vítimas”, disse.

Além de Pereira, ainda foram presos, o irmão dele Naelson Pereira Pardinho, a namorada, Tatiane Paulo Cortes, e os comparsas Emerson Gori Silva, Luis Henrique de Meira Meirelles, Marcos Medeiros Ramos, Wallace André de Paula, Gilvan da Silva Domingos, Caio Monteiro da Silva e Marcos Rodrigues de Oliveira. Outros cinco seguem foragidos. Domingos e Paula foram presos na cidade mineira de Poços de Caldas, por policiais civis do Setor de Investigações Gerais (SIG) de Vinhedo. Eles foram detidos na casa deles, no Jardim Amaryllis e São Sebastião, respectivamente. Com os suspeitos, os policiais localizaram uma carga avaliada em cerca de R$ 150 mil. A maior parte da carga estava na casa de Paula, que é dono de uma loja de celulares na região central da cidade. “ (Alenita Ramirez/Da Agência Anhanguera)