Publicado 28 de Abril de 2021 - 19h05

A pandemia do novo coronavírus segue a sua trajetória dramática e preocupante em várias partes do mundo. O Brasil, que mantém-se polarizado politicamente a despeito da gravidade da doença, já enterrou até ontem cerca de 4 mil pessoas. As cenas de covas abertas, caminhões-frigoríficos, UTIs lotadas e corpos em corredores de unidades de pronto-atendimento começam a dar uma dimensão de tragédia àquilo que já foi definido como “gripezinha”. Por enquanto, a ciência ainda não achou nem a vacina nem o tratamento, o que exige responsabilidade social e atitude de interesse público da população.

Por outro lado, os tempos atuais descortinaram um novo modelo de trabalho, incluindo aqui hábitos desacelerados de vida. O home office é a grande expressão desse momento, viabilizando a aproximação virtual de funcionários, prestadores de serviço, executivos, estudantes, professores e milhares de outras categorias ou grupos que compreenderam a dinâmica eficiente do telecontato.

Nesse sentido, a medicina não ficou para trás. Nem poderia. Essencial no atendimento, diagnóstico e orientação, a profissão não só está sendo desafiada na linha de frente das unidades de saúde, como também passou a ter um papel estratégico utilizando as ferramentas digitais.

Por isso, com a pandemia da Covid-19 no Brasil e para auxiliar no isolamento social, o Conselho Federal de Medicina (CFM), acertadamente, acaba de reconhecer a prática da telemedicina no País, em caráter excepcional, enquanto durar a situação de emergência em saúde pública, conforme relata reportagem da Agência Brasil.

Telemedicina é o exercício da medicina a distância, com médico e paciente se comunicando por videoligações de aplicativos como WhatsApp e Skype. De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), quem quiser ser atendido dessa forma, deve procurar a sua operadora de plano de saúde. O plano de saúde deverá oferecer uma opção para o usuário.

De acordo com a ANS, os hospitais e clínicas não são obrigados a oferecer a opção da telemedicina, mas a operadora de plano de saúde deve ter alguma instituição em sua rede para oferecer essa modalidade de atendimento.

A telemedicina já vinha batendo à porta da sociedade diante dos avanços tecnológicos e praticidade. Obviamente que a presença física do paciente contribui sobremaneira para a eficiência do diagnóstico. Ocorre que a pandemia colocou os manuais de ponta de cabeça — a ordem é salvar vidas. Esse caminho é não só inexorável como tende a ganhar espaço e abrir uma grande janela de oportunidades pós-pandemia, com a devida regulamentação.