Publicado 19 de Abril de 2021 - 18h38

Por Lucas Rossafa/ Correio Popular

A Ponte Preta está fazendo todo o esforço para o mais rápido possível recuperar o certificado

Diego Almeida/ Ponte Press

A Ponte Preta está fazendo todo o esforço para o mais rápido possível recuperar o certificado

Em lista atualizada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em 1º de abril, Ponte Preta fica fora, pela segunda vez consecutiva, dos clubes que possuem Certificado de Clube Formador (CCF).

A Macaca esteve ausente das duas últimas renovações do balanço em 2021.

A Alvinegra recebeu selo em setembro de 2016, em programa criado no ano de 2012, mas está ausente por questões burocráticas.

Essa foi, aliás, a explicação dada pelo presidente Sebastião Arcanjo em reunião virtual há uma semana - a CBF não informa o motivo da exclusão da certificação.

"A perda do certificado impõe um risco para Ponte Preta quando nós estamos falando de jogadores que estão nas categorias de base e que ainda não tem contrato assinado com o clube. Nesse caso, a Ponte Preta perde a preferência para assinatura desse primeiro contrato, mas esse é um processo de negociação da Ponte com o atleta. Então esse é o risco. No mais, essa história de que, eventualmente, uma transação de um jogador, como Emerson e Camilo que passaram aqui pela Ponte Preta, a Ponte Preta perderia o direito a receber essa compensação de clube formador isso não é verdade. A Ponte Preta mantém esses direitos", afirmou o presidente Tiãozinho.

Por intermédio da assessoria, time campineiro explica que, há meses, passou por uma reformulação das categorias de base, incluindo troca de funcionários.

Tal fato atrasou o processo de emissão do laudo de alvará do Recanto da Macaca, onde funciona o CT da base, em Jaguariúna.

A documentação, entretanto, está praticamente pronta por parte da diretoria executiva para ser enviada à CBF com o pedido de reinserção na lista.

A expectativa é de que, nas próximas atualizações, Ponte Preta volte a aparecer na relação principal.

Este laudo tornou-se obrigatório a partir do incêndio no Ninho do Urubu, que vitimou atletas das categorias de base do Flamengo, em fevereiro de 2019.

Por isso, Macaca foi obrigado realizar readequações nas estruturas internas em que os garotos ficam alojados e também treinam.

"Houve uma mudança da CBF no processo todo. Isso se deu, inclusive, após aquele lamentável acidente ocorrido no Ninho do Urubu. Foram ali, na minha opinião, de forma correta, incluídos temas que não estavam presentes nos processos anteriores e que exigem um conjunto de decisões envolvendo órgãos públicos. Você tem que estar lá com o alvará de funcionamento, abrir uma nova empresa e um novo CNPJ. Você tem que ter o AVCB e todas as licenças de funcionamento, Vigilância Sanitária", enfatizou o cartola.

"A Ponte Preta, portanto, está fazendo todo o esforço para, o mais rápido possível, recuperar o teu certificado. Ainda que nós entendemos que é um risco baixo que a Ponte Preta corre, é melhor não correr risco nenhum, sobretudo quando fala de formação de atletas", finalizou.

Benefícios

O CCF, na prática, funciona como forma de proteção aos clubes.

O relatório é emitido diretamente pela CBF para assegurar os direitos de indenização pela formação de atletas e de assinar o primeiro contrato profissional, além da preferência pela renovação.

Jogos

Depois do atropelo diante do Santos, a Ponte Preta tenta emplacar terceira vitória consecutiva no Campeonato Paulista amanhã, diante do Red Bull Bragantino, no Nabi Abi Chedid, a partir das 20h.

Para o duelo frente o Toro Loko, principal força econômica do interior, Fábio Moreno não descarta promover mudanças pontuais na escalação por ordem física. Até 09 de maio, Macaca vai ter, em média, um jogo oficial a cada três dias.

Rodar o elenco, portanto, será uma das imposições à comissão técnica alvinegra nas sete últimas rodadas da primeira fase do Estadual. Time campineiro também conta com ajuda do Departamento Médico na liberação de jogadores lesionados.

Escrito por:

Lucas Rossafa/ Correio Popular