Publicado 30 de Abril de 2021 - 14h01

Por Gilson Rei/ Correio Popular

Ítalo Hamilton Barioni (esq) e Manuelito Pereira Magalhães Jr: empresas estabelecem parceria profícua em favor das ações sustentáveis

Kamá Ribeiro/ Correio Popular

Ítalo Hamilton Barioni (esq) e Manuelito Pereira Magalhães Jr: empresas estabelecem parceria profícua em favor das ações sustentáveis

Com objetivo de aprofundar e reforçar a execução do Prêmio RAC-Sanasa de Responsabilidade Ambiental 2021, lançado no final de março deste ano, diretores da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa) e do Grupo RAC realizaram ontem uma reunião de forma presencial na sede da empresa de saneamento. A parceria tem a missão de trazer aos leitores e à comunidade exemplos de ações realizadas em Campinas e região em favor do meio ambiente e da sustentabilidade.

Manuelito Pereira Magalhães Jr, presidente da Sanasa, destacou a importância do projeto. "O prêmio proporciona o debate muito atual e da maior importância, que é a discussão das questões ambientais e de como a gente pode proteger o meio ambiente e preservar vidas. O prêmio tem esta filosofia de fundamental importância, porque ele pauta as discussões na sociedade de Campinas através de um órgão de imprensa importante, como é o Correio Popular, e de uma das principais empresas de Campinas, que é a Sanasa", afirmou.

Ítalo Hamilton Barioni, presidente executivo do Grupo RAC, reforçou a necessidade de conscientizar a sociedade sobre as questões ambientais, ao lado de uma empresa modelo como a Sanasa. "Para o Correio Popular é fundamental porque se associa com uma empresa modelo e uma das mais importantes do País em gestão ambiental. Como foi muito bem citado pelo Manuelito: água é vida e saneamento é saúde. Por isso, é um orgulho para o Grupo RAC estar aliado a uma empresa desta qualidade, dessa envergadura. O prêmio é uma convocação para a sociedade participar deste movimento. Sem a participação da população não se consegue provocar reação em defesa do meio ambiente e da sustentabilidade", comentou.

[INTERTITULO]O Prêmio

[/INTERTITULO]Ao todo, serão publicadas 40 reportagens sobre projetos e ações que defendem o meio ambiente e a sustentabilidade, realizados por empresas públicas ou privadas, terceiro setor ou grupos de voluntários. O Correio Popular publicou dia 28 de março a primeira matéria da série. Os temas são divulgados tanto pelo jornal impresso e quanto no site do correio Correio (https://correio.rac.com.br/).

Um Conselho Consultivo formado por seis jurados vai definir os três melhores projetos de cada setor, totalizando nove iniciativas vencedoras do Prêmio de Responsabilidade Ambiental 2021. O Grupo RAC vai indicar três jurados e a Sanasa, outros três. A premiação será no final de outubro, com a entrega do certificado de responsabilidade ambiental e das medalhas nas categorias ouro, prata e bronze.

O corpo de jurados considerará, dentre outros aspectos, o impacto das iniciativas em termos de sua contribuição e a sua associação com os cinco pilares do desenvolvimento sustentável: ambiental, social, econômico, cultural e político. A premiação nasceu em 2007 e mostrou que voluntários, organizações não governamentais (ONGs) e empresas públicas e privadas transformaram-se em protagonistas por meio de atitudes ecologicamente corretas.

O Prêmio RAC-Sanasa é considerado como um manual de procedimentos inovadores para a sustentabilidade, além de modelo de disseminação de ideias cidadãs. O projeto cresceu em quantidade e na criatividade dos trabalhos inscritos, inspirando o crescimento do espírito de cidadania aplicado na preservação do meio ambiente. Um dos grandes objetivos é favorecer o engajamento das comunidades, resultando em benefício para elas mesmas.

Maior bioma do planeta, oceano é objeto de preocupação

A Unesco declarou oficialmente, em 20 de abril passado, a Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (entre 2021 e 2030). O Prêmio RAC-Sanasa de Responsabilidade Ambiental 2021 surge com a mesma meta de conscientização e debate das questões ambientais e de sustentabilidade.

O lançamento da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável foi proposta pela Organização das Nações Unidas (ONU) para conscientizar a população em todo o mundo sobre a importância dos oceanos. A meta é mobilizar atores públicos, privados e da sociedade civil organizada em ações que favoreçam a saúde e a sustentabilidade dos mares. Também busca incentivar a reflexão sobre as ações urgentes e necessárias para o uso e proteção do espaço costeiro e marinho nos continentes.

Segundo estudo publicado na revista Science, a quantidade de plástico acumulada no oceano, que já sofre com muitos outros impactos relacionados às atividades humanas, pode alcançar 600 milhões de toneladas até 2040 se nenhuma medida for tomada. Este cenário demonstra a importância de iniciativas e ações que incentivem a reciclagem de materiais, incluindo plásticos, metais, papel, vidro e lixo orgânico, dentre outras ações que envolvem atividades simples e outras que exigem desenvolvimento de pesquisas e tecnologias para defender o meio ambiente.

Em todo mundo, a Década do Oceano pretende mobilizar cientistas, gestores, políticos e sociedades a protegerem o oceano que, apesar de cobrir 71% da superfície do planeta Terra, é pouco conhecido e conservado. Segundo relatório publicado pela Comissão Oceanográfica Intergovernamental da Unesco em 2019, apenas 1% dos orçamentos nacionais para pesquisas é direcionado para a ciência oceânica. Estima-se que somente 19% do fundo do oceano já foi mapeado e catalogado.

Para a promoção da Década, o termo "oceano" foi usado no singular com a finalidade de reforçar a importância de pensarmos em um "oceano global", o maior bioma do planeta, responsável por proporcionar segurança alimentar e regulação climática, entre outros benefícios para a humanidade. Essa conscientização é fundamental para o cumprimento dos 17 Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, especialmente o ODS 14 - Vida na Água.

O oceano fornece alimento e condições de vida para mais de 3 bilhões de pessoas. Ele também é responsável por 30 milhões de empregos diretos, gerando uma riqueza equivalente a US$ 3 trilhões por ano. Isso significa que o oceano poderia ser classificado, em termos econômicos, como a 5ª economia do mundo.

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Gilson Rei/ Correio Popular