Publicado 28 de Abril de 2021 - 11h19

Por Edson Silva/ Correio Popular

Câmera gravou a ação do suspeito junto à caixa onde fica o equipamento de combate a incêndio no campus

Câmara de Segurança

Câmera gravou a ação do suspeito junto à caixa onde fica o equipamento de combate a incêndio no campus

A Polícia está investigando a ação da popularmente chamada “gangue do hidrante”, criminosos que furtam peças de bronze comumente utilizadas em equipamentos de combate à incêndio na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Os trabalhos da equipe da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (Dig), da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic) de Campinas, sob o comando do delegado José Glauco Silveira, até o momento, esclareceram três furtos ocorridos entre os dias 1º e 15 deste mês, no campus da universidade.

Dois acusados foram indiciados pelo furto das peças, enquanto outros dois homens foram presos em flagrante por receptação qualificada, ou seja, sabiam que o material era produto de furto. Eles tinham em seu poder cerca de R$ 7 mil em peças furtados do complexo estudantil e hospitalar.

O valor das investidas dessa modalidade pode ser bem maior e a universidade fará um levantamento para apresentar à Polícia Civil. “Nesta primeira fase, esclarecemos os furtos ocorridos este mês. Os trabalhos continuarão com a chegada de relatórios da universidade. Preocupa muito o fato de os produtos furtados serem de importância primordial em um lugar que conta, por exemplo, com um complexo hospitalar, visto que equipamentos de combate a incêndio inutilizados aumentam muito o risco de uma tragédia”, pondera um investigador da Deic Campinas.

Segundo a polícia, os dois homens de 27 e 29 anos, sem antecedentes criminais, foram ouvidos e confessaram três ações de furto este mês. Eles foram liberados e vão responder em liberdade, uma vez que o crime é considerado de menor poder ofensivo.

Anteontem, as equipes da 1ª Dig/Deic prenderam em flagrante os acusados de receptar os produtos furtados. Os acusados, de 35 e 64 anos, são proprietário e administrador de um desmanche localizado em uma comunidade do Parque São Quirino, em Campinas.

Em relação aos furtos ocorridos este mês, segundo a polícia, as investigações se concentram em levantar se os ladrões agiam por conta própria ou de maneira organizada, já que a informação é a de que a dupla aproveitava-se do acesso que tinha ao complexo educacional e hospitalar para prestar serviços a uma empresa terceirizada especializada em entregas.

Durante as entregas, os acusados efetivavam os furtos de peças de metal de equipamentos de segurança, já com a intenção de vendê-las como sucatas.

A polícia obteve imagens de câmeras de segurança da Unicamp e identificou ao menos três pessoas que abriam os compartimentos metálicos de pontos de hidrante, furtando 21 bicos, 29 conexões, quatro mangueiras e dois esguichos de três locais de combate a incêndio.

Todo equipamento era vendidos a empresas de reciclagem da cidade ao preço médio de R$ 80,00 por conjunto furtado. Segundo a polícia, no comércio de sucata anteontem estavam 52 conexões de mangueiras, sete esguichos, cinco conexões de malha, uma conexão quadrada e uma tampa de recalque.

[INTERTITULO]Mais casos

[/INTERTITULO]Segundo a Unicamp, profissionais da empresa de segurança terceirizada, em rondas periódicas, perceberam a falta dos materiais e registraram a ocorrência. Em um dos casos, a Secretaria de Vivência nos Campi (SVC) foi avisada, mas o suspeito fugiu. As unidades da universidade afetadas registraram Boletim de Ocorrência no Distrito Policial. As informações levantadas pela instituição educacional também foram repassadas às autoridades policiais.

Em relação à segurança no local, a Secretaria de Vivência nos Campi disponibiliza serviço de escolta sempre que requisitado para acompanhar as pessoas aos seus carros no estacionamento, principalmente no período noturno, todas devidamente registradas.

A Unicamp informa que estabeleceu, ainda, convênio com a Prefeitura de Campinas para a implantação e operação no complexo estudantil do Sistema de Monitoramento por Câmeras da Central Integrada de Monitoramento de Campinas (Cimcamp), visando o controle e gestão do acesso de veículos, bem como permitir a integração com os demais órgãos públicos interligados à Cimcamp.

O sistema entrou em operação em março de 2017. Foram instaladas 21 câmeras nas seis portarias da cidade universitária de Barão Geraldo, que passaram a controlar a entrada e saída de veículos. Caso haja alguma restrição a um determinado veículo (registro de furto ou roubo, por exemplo), um alarme é acionado na central de monitoramento e imediatamente entra em operação um protocolo que mobiliza agentes da própria CIMCamp e da Guarda Civil Municipal (GCM).

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Edson Silva/ Correio Popular