Publicado 27 de Abril de 2021 - 12h34

Por Da redação

Sozinha, aluna assiste a aula na Escola Municipal Vicente Rao: adesão às atividades presenciais ficou em torno de 7% do total de alunos da rede

Kamá Ribeiro/ Correio Popular

Sozinha, aluna assiste a aula na Escola Municipal Vicente Rao: adesão às atividades presenciais ficou em torno de 7% do total de alunos da rede

No primeiro dia de retorno das aulas presenciais nas escolas municipais de Campinas, ontem, poucos estudantes compareceram. Nesse primeiro momento, a taxa de ocupação nas classes está limitada a 35%, mas a adesão ficou aquém do teto, como na Escola Municipal Vicente Rao, localizada no Parque Industrial. Embora a unidade tenha estabelecido que colocaria dois alunos por sala de aula, o comparecimento foi ainda menor, e somente um estudante foi acomodado em cada ambiente. Segundo a diretora Luciana Kakri, "com o passar do tempo, a expectativa é que a adesão aumente, porque os alunos vão comentando com os outros que a escola está segura, que eles gostaram de retornar, e assim o retorno vai sendo gradual".

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, a adesão foi de somente 20,18% dos alunos, ou seja, 1.313 dos 6.504 estudantes esperados dentro do limite de 35% compareceram presencialmente às escolas municipais ontem. Ao todo, a rede municipal de ensino fundamental conta com 19.514 matriculados. As regiões Noroeste e Sudoeste são as que mais receberam alunos. Juntas, elas somaram 754 estudantes. "Considero esse número muito bom para o primeiro dia de aula presencial. Acredito que a frequência deva aumentar com o passar dos dias", disse o secretário de Educação, José Tadeu Jorge.

"O primeiro dia gera muita ansiedade nas crianças. Depois de tanto tempo, é como se fosse a primeira vez. Mas, é preciso voltar", afirmou a síndica profissional Kátia Rogéria de Oliveira, mãe do aluno Henrique, que cursa o 2º ano do Ensino Fundamental na EMEF Professor Francisco Ponzio Sobrinho. "É muito difícil", completou o menino na porta da escola, abraçado à mãe. Henrique era uma das três crianças que esperavam no portão pela liberação para entrar e acompanhar o início das aulas.

Audiência

Hoje haverá uma nova audiência entre o Departamento de Vigilância em Saúde de Campinas (Devisa) e o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Campinas (STMC) sobre o retorno das aulas presenciais nas escolas municipais, ocorrido ontem, depois de um ano e um mês de portas fechadas. Assim como na última quinta-feira, a reunião será mediada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). No encontro, o sindicato fará as considerações sobre a situação sanitária que encontrou nas unidades de ensino.

"Vamos apresentar o que estamos relacionando e tentar que a vacinação chegue o mais rápido possível. A grande insegurança dos professores é a questão da vacinação", afirma a diretora de comunicação do sindicato, Rosana Medina. "A escola que nós estamos visitando (Vicente Rao) está bem organizada, com todos os EPIs (equipamentos de proteção individuais) adequados. A única situação irregular, para nós do sindicato, são as máscaras de tecido. Elas não são recomendadas por nenhum órgão de saúde. Estamos solicitando elas que sejam cirúrgicas", acrescenta a sindicalista.

Já a Prefeitura informou, por meio de assessoria de imprensa, que "segue a nota técnica 4 da Anvisa, que prevê máscaras de pano para essa situação, e que para os casos em que o professor precisar ficar a menos de 1,5 metro do aluno, a proteção será reforçada com face shield".

Das 45 Escolas de Ensino Fundamental (Fumefs) de Campinas, quatro não reabriam ontem porque, segundo a Prefeitura, estão recebendo ajustes finais para atender às medidas sanitárias apontadas pelo Devisa. São elas: Leonor Savi Chaib, no Jardim Nova York; Sérgio Rossini e Paulo Freire, ambas no Centro; e Clotilde Barraquet Von Zuben, no Jardim Florence. Juntas, essas escolas atendem 1.275 alunos, que continuarão tendo aulas remotas. Ontem, o Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), autorizou o funcionamento da Emef Clotilde Barraquet Von Zuben, no Jardim Florence. Os alunos desta unidade de ensino retomam as atividades presenciais na quarta-feira, 28 de abril. A unidade atende a 533 alunos.

O protocolo sanitário da Prefeitura estabelece que cada aluno receba um kit com álcool em gel individual e quatro máscaras não descartáveis. Já os professores, recebem o protetor facial (face shield), além das máscaras. As carteiras devem ser colocadas com 1,5 metro de distanciamento e totens com álcool gel devem ser distribuídos em diferentes pontos das escolas.

Região

As Prefeituras de Hortolândia e Jaguariúna adiaram para junho o retorno das aulas presenciais das redes municipais de ensino. Em Jaguariúna, a administração decidiu ontem antecipar as férias escolares do mês de julho para o mês de maio, por isso foi possível postergar o retorno às salas. Segundo o município, o objetivo é não interromper as aulas presenciais depois que elas forem retomadas. Em Hortolândia, a medida foi tomada devido à situação atual da pandemia e porque ainda está na fase inicial a vacinação dos profissionais da educação. O retorno que estava previsto para o dia três de maio, deve ocorrer no dia 14 de junho. Até lá, as aulas da rede municipal vão continuar de maneira remota.

Escrito por:

Da redação