Publicado 22 de Abril de 2021 - 11h14

Por Correio Popular

Lilo com a filha Maria, foto que circula em redes sociais

Reprodução/ Redes Sociais

Lilo com a filha Maria, foto que circula em redes sociais

O fotógrafo Maurilo Clareto, o Lilo, morreu ontem vítima de complicações da covid-19. Admirado e premiado pelos trabalhos feitos em várias fases de sua carreira jornalística, que inclui passagem pelo Diário do Povo, de Campinas, Lilo motivou intensa campanha nas redes socias, batizada de “Respira, Lilo!”, composta de vaquinha virtual e venda de algumas de suas imagens. A ação, desenvolvida por amigos, familiares e colegas de profissão, tinha o objetivo de pagar as despesas do Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo, onde estava internado desde março.

Lilo estava trabalhando em Altamira, PA, para onde havia se mudado em 1917, acompanhando a jornalista e escritora Eliane Brum, com quem fez uma bem-sucedida parceria profissional. Entre as reportagens mais importantes da dupla estão os registros das violações contra a floresta e os povos da região amazônica. Acredita-se que ele contraiu a doença enquanto cobria o ecocídio e a crise humanitária provocados pela Usina Hidrelétrica de Belo Monte, na Bacia do Rio Xingu.

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