Publicado 20 de Abril de 2021 - 13h13

Por Mariana Camba/ Correio Popular

Presença de público foi maior no Centro que em shopping no primeiro dia útil da retomada

Kamá Ribeiro/ Correio Popular

Presença de público foi maior no Centro que em shopping no primeiro dia útil da retomada

No primeiro dia útil da retomada do comércio, possibilitada pela fase de transição, houve contraste na movimentação de consumidores no comércio de rua e em shopping de Campinas. Na tarde de ontem, a Rua 13 de Maio estava repleta de pessoas, o oposto do que foi visto na semana anterior. O mesmo público não foi observado no Parque D. Pedro Shopping. Os corredores do centro de compras estavam bastante tranquilos.

A jornalista Márcia Raposo, 52 anos, aproveitou a segunda-feira para fazer compras. Ela afirmou que não estava esperando a abertura do shopping neste momento, mas que vê com bons olhos a retomada. "Eu achei que iria demorar mais para que as lojas voltassem a abrir. Mas achei interessante a retomada. O shopping está controlando bem a entrada das pessoas, assim como as lojas. Com os devidos cuidados, acredito que seja possível retomarmos aos poucos".

A professora Cleide da Silva, 54 anos, mesmo sendo do grupo de risco, estava ansiosa para sair de casa. "Eu estava ficando maluca fechada dentro de casa. Sou do grupo de risco porque tenho pressão alta, e inclusive tive covid-19. Por isso, fico com medo de tudo. Mas agora que o shopping voltou, vim comprar o que estava precisando. Estava fazendo falta essa rotina", afirmou Cleide.

De acordo com o superintendente do D. Pedro, Rodrigo Galo, no domingo, quando houve a abertura, foi registrado um bom fluxo de pessoas, mas com tranquilidade diante da capacidade de atendimento restrita a 25% do total. "Está sendo diferente da fase de abertura que tivemos em 2020. No ano passado, mesmo com a capacidade de atendimento reduzida, estávamos restritos a quatro horas de funcionamento. Isso fazia com que tivéssemos uma concentração maior de pessoas durante o período. Agora, com oito horas de expediente, o público está mais diluído", analisou Galo.

No Centro, o cenário era bem diferente. Na Rua 13 de Maio, havia uma grande movimentação de pessoas. Algumas estavam apenas obervando mercadorias e preços, mas muitas faziam compras. A Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic) estimou um movimento em torno de R$ 20 milhões ontem. Agora, a entidade trabalha com a expectativa de vendas para o Dia das Mães. A Acic espera que o comércio movimente R$ 211,5 milhões, 14% a mais do que o faturamento de R$ 185,5 milhões registrado em 2020.

Novo endereço

Na edição de sábado, na reportagem "Receita para empreender na crise", publicada na página A6, foi informado equivocadamente em legenda que a loja Badauê havia encerrado as atividades. Na realidade, ela apenas mudou de endereço, funcionando atualmente na Rua Emílio Ribas, no Cambuí. De acordo com a proprietária, Teresinha de Noronha Bacchiega Senatore, a mudança ocorreu antes da pandemia e devido à deterioração do Centro de Campinas.

Teresinha disse que os negócios foram impactados pelas sucessivas medidas de isolamento social, mas principalmente por causa do cancelamento dos eventos. Sem a realização de festas e comemorações, as vendas de vestidos, sua principal mercadoria, diminuíram muito. "A situação está complicada. Nós tivemos que nos reinventar. Investimos na venda online. É desta forma que estávamos mantendo o funcionamento da Badauê até então", explicou Teresinha. A loja abriu ontem, mas de acordo com a proprietária o movimento deve aumentar aos poucos.

A Teresinha tem focado as vendas em peças para cerimônias mais intimistas por causa da pandemia. A entrega dos vestidos ganhou mais carinho, segundo a proprietária, que envia mimos para as clientes. "O cliente sempre foi especial na minha loja, mas agora muito mais. A gente busca agradar não só através do produto. Adotamos todas as medidas de segurança, para continuar vendendo sonhos", concluiu a proprietária.

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