Publicado 30 de Abril de 2021 - 20h51

Por AFP

O governo chileno anunciou nesta segunda-feira (26) que manterá suas fronteiras fechadas pelo segundo mês consecutivo, medida que proíbe a entrada de estrangeiros e a saída de residentes, para evitar contatos com o coronavírus do exterior.

"Anunciamos que (em maio) o fechamento das fronteiras será renovado por 30 dias", disse o ministro da Saúde, Enrique Paris, durante o relatório da pandemia no Chile, que continua com mais de 6.000 casos diários e 119 mortes, segundo dados deste dia.

Como em abril, os voos internacionais serão cancelados, enquanto a entrada de estrangeiros só será permitida em casos de extrema urgência, com a autorização de um consulado do Chile no exterior e sob estritas medidas sanitárias.

Chilenos e estrangeiros residentes não podem deixar o país, exceto em situações extraordinárias qualificadas como humanitárias ou para tratamentos de saúde. As fronteiras terrestres serão abertas para a passagem de caminhões com cargas de bens essenciais. Para isso, os motoristas devem apresentar PCR negativo há pelo menos três dias antes de entrarem no país.

A medida é anunciada depois que o Chile passou pelo pior da segunda onda, em abril, com mais de 9.000 casos diários pela primeira vez em toda a pandemia, apesar da rápida e bem-sucedida campanha de vacinação no país. O ministro Paris indicou que, na última semana, houve "um leve retrocesso" da pandemia, com queda de 7% nos casos confirmados e queda de 12% no número de mortes.

Dentro desse quadro, iniciou-se nesta segunda-feira a vacinação de gestantes com comorbidades, com pelo menos 16 semanas de gestação, nas quais será administrada a vacina Pfizer / BioNTech. "É fundamental, aqui, que o profissional de saúde que trata de gestantes aconselhe sobre os riscos e benefícios da vacinação", assinalou Paula Daza, subsecretária de Saúde Pública.

O governo anunciou que 10 comunas da região metropolitana de Santiago, onde vivem 7,1 dos 19 milhões de habitantes do país, sairão da quarentena em vigor na capital chilena desde 27 de março. Após 14 meses de pandemia, o Chile registra mais de 1,1 milhão de infecções e mais de 25.000 mortes.

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