Publicado 30 de Abril de 2021 - 20h14

Por AFP

O presidente eleito do Equador, Guillermo Lasso, anunciou nesta segunda-feira (26) os ministros da área social de seu governo, com ampla indicação de mulheres e promessa de "feminicídio zero".

"O país os chama a serem funcionários exemplares, a serem os primeiros a cumprir suas tarefas com honestidade e dedicação", disse Lasso após apresentar os encarregados das pastas de saúde, educação, cultura, direitos humanos, habitação, esporte, inclusão social e ensino superior.

Ximena Garzón, médica especializada em saúde pública e epidemiologia, ocupará o Ministério da Saúde e será a encarregada de executar a proposta da campanha de Lasso para vacinar nove milhões de pessoas contra a covid-19 em 100 dias a partir de sua posse, em 24 de maio.

Garzón "tem pela frente o maior desafio (...) de salvar o futuro de um país inteiro", disse Lasso.

Sem dar mais detalhes, ele destacou que uma "unidade coordenadora de vacinação" será administrada por um "empresário equatoriano" que apoiará o governo no processo.

À frente do Ministério de Inclusão Econômica e Social (Mies) estará a ex-deputada Mae Montaño. Sua tarefa será "liderar esforços para erradicar a desnutrição infantil crônica", de acordo com Lasso.

María Brown, ex-funcionária da Unesco no Equador, será ministra da Educação e seu trabalho se concentrará em escolas interculturais bilíngues para indígenas.

O encarregado da Secretaria de Educação Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação será Alejandro Ribadeneira, cuja tarefa será transformar a entidade que Lasso cogitou em suprimir durante a campanha, alegando que impede a entrada gratuita nas universidades.

María Elena Machuca foi nomeada ministra da Cultura e do Patrimônio e o ex-deputado Sebastián Palacios, secretário do Esporte.

Darío Herrera vai liderar a pasta de Desenvolvimento Urbano e Habitação, com o objetivo de entregar 200.000 casas gratuitas aos camponeses.

A advogada Bernarda Ordóñez chefiará a Secretaria de Direitos Humanos, cuja principal tarefa será o combate à violência de gênero.

"O novo governo começa uma luta implacável contra a violência de gênero. Um dos males mais atrozes em nossa sociedade", disse Lasso durante a apresentação. Ele acrescentou que o objetivo será "feminicídio zero".

Lasso, que venceu a eleição de 11 de abril contra o correista Andrés Arauz, substituirá Lenín Moreno, que após quatro anos entregará o poder no dia 24 de maio.

Dirigindo-se a seus ministros, o governante instou-os a trabalhar com transparência.

Os equatorianos "estão indignados com a corrupção, indignados com a falta de ética no setor público. Temos que curar essas feridas", disse Lasso, que não especificou quando apresentará o restante de seu gabinete.

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