Publicado 28 de Abril de 2021 - 14h55

Por Estadão Conteúdo

A coordenadora de Controle de doenças da Secretaria do Estado de São Paulo, Regiane de Paula, afirmou que o Estado está se preparando para a imunização contra a covid-19 do grupo de gestantes que apresentem cormobidades, como, por exemplo, diabetes e hipertensão. Segundo a coordenadora, o grupo deve incluir de 85 a 100 mil gestantes. No entanto, Regiane criticou o modo como o grupo foi incluído no Plano Nacional de Imunização (PNI), se queixando da falta de dados necessários por parte do ministério para a implementação do plano.

"Há 24 horas aproximadamente, o ministério solta então uma nova determinação dizendo que as gestantes com comorbidades de 18 a 59 anos devem ser vacinadas. Lembrando que eles também não fornecem esses dados por Estado e de que são essas comorbidades abaixo dos 60 anos", declarou a coordenadora.

Segundo Regiane, é preciso olhar com cuidado as determinações da Pasta, que, segundo ela, "dá uma narrativa, mas você tem que olhar, como Estado, com muito zelo para essa narrativa, porque pode ser que você possa atender a tudo, pode ser que não", disse.

A estratégia de imunização dessas gestantes, segundo a coordenadora, deve ser discutida amanhã durante reunião do Programa Estadual de Imunização. A coordenadora defendeu ainda que é preciso de muito "planejamento" e "critério" para a inclusão de novas grupos no Plano Estadual de Imunização, que tem sido muito "rigoroso".

Segundo o secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Raphael Câmara Medeiros, a pasta recomenda às mulheres adiar a gravidez, se possível, enquanto durar o pico da pandemia da covid-19 no Brasil. Neste ano, as taxas de morte materna pela covid-19 no Brasil dobraram este ano na comparação com 2020. (Colaboraram: Júlia Marques e Jefferson Perleberg.)

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