Publicado 24 de Abril de 2021 - 13h00

Por AFP

Os viajantes que passarem pela estação ferroviária Union Station do centro de Los Angeles no domingo (25) poderão notar uma ligeira comoção: durante a noite, ela se tornará a sede da 93ª edição dos Prêmios da Academia.

Mesmo que o mais provável seja que os passageiros que embarquem em um trem não consigam ver além das medidas restritivas de segurança. Entretanto, para quem assistirá de casa estas são as cinco coisas para se estar atento no Oscar:

"Nomadland" chega neste domingo como a grande favorita para ganhar pelo menos um Oscar este ano.

Assim, salvo surpresa dramática, fica a questão de quantos prêmios o filme de Chloé Zhao poderá ganhar.

Caso leve o prêmio de melhor roteiro adaptado, terá a chance de arrebatar o resto das categorias.

E Zhao, poderá se tornar a segunda mulher a ganhar o prêmio de melhor direção, podendo igualar outro recorde.

Ninguém ganhou mais prêmios em uma noite do que o genial Walt Disney em 1953 - quatro. Zhao está concorrendo nas categorias de edição, roteiro, direção e produção de melhor filme.

Por exemplo, há uma enorme diferença entre conseguir inúmeras indicações e realmente ganhar estatuetas. Basta perguntar a Glenn Close.

Desde "O Mundo Segundo Garp", de 1983, até "A esposa", de 2019, Close tem sido frequentemente indicada, mas não conquistou nada em sete ocasiões. Ela volta à disputa nesse domingo, e empatada com o já falecido, Peter O"Toole, podendo ultrapassá-lo no posto de segundo colocado mais querido da Academia.

Infelizmente, as chances não são muito boas para Close: enquanto seu retrato de uma avó ranzinza em "Era Uma Vez um Sonho" foi elogiado, o filme não teve tantos admiradores e foi objeto de críticas generalizadas.

Quando foram anunciados os indicados do ano passado, parecia que os anos de ativismo e das promessas de reformas impulsionadas pela campanha #OscarsSoWhite tinham resultado em nada: 19 dos 20 atores eram brancos.

Mas a seleção de estrelas neste ano estabeleceu novos recordes de diversidade, incluindo nove atores negros ou de outras ascendências nas listas de candidatos, e o primeiro norte-americano de origem asiática indicado a melhor ator (Steven Yeun de "Minari").

Duas mulheres foram indicadas para melhor direção, pela primeira vez.

E não se trata apenas do Oscar: no início desse mês, o Sindicato de Atores de Hollywood selecionou vencedores não brancos em quatro categorias.

Escrito por:

AFP