Publicado 23 de Abril de 2021 - 14h00

Por AFP

Um homem esfaqueou e matou uma funcionária admnistrativa de uma delegacia antes de ser morto em Rambouillet, a sudoeste de Paris, em um crime para o qual foi aberta uma investigação de terrorismo.

O ataque ocorrido na delegacia de polícia desta rica e geralmente pacífica cidade de 26.000 habitantes a cerca de 60 quilômetros de Paris reacendeu os alarmes em um país regularmente atingido por ataques islâmicos.

De acordo com os primeiros elementos da investigação, a funcionária administrativa de 49 anos foi apunhalada duas vezes na garganta quando retornava de sua pausa para o almoço por volta das 14h20 locais.

A vítima, mãe de dois filhos, sofreu inicialmente uma parada cardíaca e morreu pouco depois, apesar da intervenção dos socorristas.

Seu agressor, um cidadão tunisiano, a atacou gritando "Allah Akbar" (Alá é o maior), de acordo com uma fonte próxima à investigação.

O homem foi morto pouco depois por um agente, disse uma fonte policial.

"Não cederemos na luta contra o terrorismo islâmico", prometeu o presidente Emmanuel Macron em mensagem postada no Twitter, na qual prestou homenagem à vítima.

O primeiro-ministro Jean Castex, que compareceu ao local do ataque, denunciou na mesma rede social um "ato bárbaro de crueldade ilimitada" contra "uma heroína da vida cotidiana".

"Quero dizer à polícia que compartilho de sua comoção e indignação", acrescentou.

"Nossa determinação na luta contra o terrorismo, em todas as suas formas, permanece intacta", Castex reiterou à imprensa.

O agressor de 36 anos chegou ilegalmente à França em 2009, mas desde então obteve uma autorização de residência, disse uma fonte policial, acrescentando que ele não tinha antecedentes criminais. Ele acabara de se estabelecer em Rambouillet.

Um cordão de segurança impediu que curiosos se aproximassem da delegacia, localizada em uma rica área residencial, confirmou um jornalista da AFP.

Os últimos anos foram marcados por vários ataques com faca na França.

Em outubro de 2020, neste mesmo departamento do país (Yvelines), um professor do ensino médio foi decapitado por um jovem de 18 anos de origem chechena. No mesmo mês, três pessoas foram mortas por um tunisaino recém-chegado à França em uma igreja na cidade mediterrânea de Nice.

Em setembro, um paquistanês feriu duas pessoas com uma faca em frente à antiga sede da revista satírica Charlie Hebdo, que publicou charges do profeta Maomé.

Em 3 de outubro de 2019, nas dependências da sede da polícia de Paris, um empregado matou três policiais e um funcionário administrativo com uma faca, antes de ser morto.

Escrito por:

AFP