Publicado 20 de Abril de 2021 - 17h30

Por Estadão Conteúdo

Empresários do setor de fretamento de ônibus fazem nesta terça-feira, 20, manifestação em mais de dez capitais do Brasil com cerca de 600 ônibus para pedir a prorrogação do prazo para o pagamento das mensalidades de seus veículos financiados junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e bancos privados por um período de 12 meses.

Batizado de "Fretadores pela Liberdade", que em fevereiro lançou em Brasília a campanha "Fretado é Legal", os protestos estão programados para Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, entre outras, segundo os organizadores.

"O setor, fortemente atingido pela pandemia e a consequente queda de circulação e de público, é responsável pela geração de 180 mil empregos diretos e indiretos e movimenta mais de 50 mil ônibus pelo Brasil. A categoria está ameaçada pela redução e cancelamentos das viagens de turismo, em razão da pandemia", disse a organização em nota.

Desde o início de março, representantes do Movimento têm feito diversas articulações junto ao Ministério da Economia e a bancos no intuito de tentar a negociação.

"As empresas tiveram vários contratos fixos cancelados, além de observar as viagens de turismo sendo drasticamente reduzidas. As poucas viagens que restaram estão sendo impedidas por decretos e medidas restritivas", informou Marcelo Nunes, empresário do setor de fretamento e um dos líderes do Movimento Fretadores pela Liberdade.

De acordo com Nunes, vários estados e municípios brasileiros proibiram a entrada de turistas, como Caldas Novas (GO), Salvador (BA), Porto Seguro (BA), Cabo Frio (RJ), Rio de Janeiro (RJ), Aparecida (SP), entre outras.

Nunes acredita que a prorrogação do prazo para pagar os financiamentos traria fôlego aos empresários do Turismo e do Fretamento.

Neste atual momento de conjuntura, há milhares de ônibus no Brasil financiados pelo BNDES com suas parcelas atrasadas. Sofremos com constantes apreensões. Veículos estão sendo leiloados.", afirmou Nunes.

Escrito por:

Estadão Conteúdo