Publicado 20 de Abril de 2021 - 17h00

Por AFP

As autoridades americanas informaram nesta terça-feira (20) ter acusado dois encarregados italianos da fabricante de automóveis Fiat Chrysler USA (FCA US, filial do grupo Stellantis) de terem mentido sobre o controle das emissões dos veículos a diesel vendidos no país.

O Departamento de Justiça acusa Sergio Pasini e Gianluca Sabbioni, que residem na Itália, de terem feito declarações falsas ou enganosas sobre os sistemas de controle de mais de 100.000 veículos. Uma terceira pessoa residente em Michigan (norte dos Estados Unidos), Emanuele Palma, já tinha sido denunciada pelos mesmos motivos.

Os três eram encarregados de desenvolver e calibrar certos motores a diesel usados pela Fiat Chrysler, entre os quais se inclui o software destinado a controlar o nível de emissões contaminantes dos veículos.

Segundo as autoridades, eles calibraram voluntariamente estes programas para emitir menos óxido de nitrogênio (NOx), gás responsável por vários problemas respiratórios, durante testes oficiais e, assim, enganar reguladores e consumidores.

No começo de 2019, a Fiat Chrysler já tinha aceitado pagar até 515 milhões de dólares a diferentes autoridades americanas que a acusavam de ter manipulado mais de 100.000 veículos. A fabricante se comprometeu também a retirar os carros afetados para adequá-los às normas.

Este caso se seguiu ao "Dieselgate", o escândalo provocado pela fabricante alemã Volkswagen ao admitir em 2015 que equipou no total 11 milhões de carros a diesel com um programa capaz de falsificar o resultado dos testes anticontaminação.

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