Publicado 20 de Abril de 2021 - 9h20

Por AFP

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) anunciará, nesta terça-feira (20), sua decisão sobre a segurança da vacina Johnson & Johnson contra a covid-19, num momento em que a vacinação se estende a toda a população dos Estados Unidos.

A EMA, com sede em Amsterdã, marcou uma "coletiva de imprensa virtual sobre as conclusões da avaliação de segurança" desta vacina de dose única às 15h00 GMT (12h00 de Brasília).

Trata-se de uma decisão importante, uma vez que vários países europeus contam com esta vacina para acelerar suas campanhas de imunização.

Paralelamente, o comissário do Mercado Interno da União Europeia, Thierry Breton, garantiu nesta terça que o aumento da produção de vacinas contra a covid no bloco garantirá que os Estados-membros tenham doses suficientes para vacinar 70% dos adultos até meados de julho.

"Cinquenta e três fábricas produzem vacinas na UE. Nosso continente é agora o maior produtor do mundo depois dos Estados Unidos", declarou em entrevista ao jornal francês Le Figaro.

Nos Estados Unidos, a vacina da Johnson & Johnson deve receber uma nova autorização, talvez acompanhada de "restrições", segundo o consultor médico da Casa Branca Anthony Fauci, que disse que um anúncio será feito na sexta-feira.

As autoridades de saúde dos Estados Unidos recomendaram na semana passada uma "pausa" no uso da Johnson & Johnson após a detecção de casos graves de coágulos sanguíneos em várias pessoas.

Esta vacina teve um novo contratempo nos Estados Unidos, onde as autoridades reguladoras ordenaram na segunda-feira a suspensão da produção em uma fábrica, onde 15 milhões de doses foram danificadas.

A Índia, que na segunda-feira confinou os habitantes da capital, decidiu "permitir que todos os maiores de 18 anos sejam vacinados a partir de 1º de maio", segundo o ministério da Saúde.

Mas até sábado, apenas 117 milhões de doses haviam sido aplicadas. O país, com 1,3 bilhão de habitantes, registrou um recorde de 273.810 infecções na segunda, o quinto dia consecutivo com mais de 200.000 casos.

No Japão, a prefeitura de Osaka pediu ao governo central a imposição de um novo estado de emergência devido ao grande aumento nas infecções por covid-19.

"Acho que é hora de tomar medidas firmes", disse Hirofumi Yoshimura, o governador da cidade, nesta terça-feira.

Tóquio e outras áreas também devem adotar medidas restritivas na esperança de evitar a crise que o sistema de saúde de Osaka enfrenta.

Nos Estados Unidos, a gigantesca campanha de vacinação continua a todo vapor, com 50,4% dos maiores de 18 anos inoculados com uma primeira dose, enquanto 32,5% já estão totalmente vacinados, número que sobe para 65,9% entre os maiores de 65 anos.

Mais de 131,2 milhões de pessoas receberam pelo menos uma dose no país mais afetado pela pandemia em termos absolutos - com mais de 567.000 mortes e 31 milhões de infecções.

Escrito por:

AFP