Publicado 19 de Abril de 2021 - 20h20

Por AFP

A NASA fez história nesta segunda-feira (19) ao conseguir que o pequeno helicóptero Ingenuity voasse com sucesso em Marte, tornando-se a primeira aeronave motorizada a voar em outro planeta.

Aqui estão alguns fatos fundamentais sobre o Ingenuity.

O primeiro voo do pequeno helicóptero durou 39,1 segundos, ao subir a uma altura de três metros até voltar à superfície de Marte.

Embora tenha a capacidade de voar por 90 segundos e percorrer uma distância de até 300 metros, suas viagens de teste são intencionalmente reduzidas, pois se destinam apenas a testar se a tecnologia funciona corretamente.

O Ingenuity não está coletando dados científicos sobre Marte ou ajudando na busca de vida microbiana do passado.

Outros exemplos de tecnologia anteriores incluem a do rover do Mars Pathfinder, o Sojourner, que foi o primeiro a explorar outro planeta em 1997.

Espera-se que, um dia, uma futura aeronave possa ajudar a revolucionar a exploração de corpos celestes, indo mais longe e mais rápido que os rovers, chegando também a áreas de difícil acesso.

A NASA já se prepara para enviar o Dragonfly - um helicóptero de pouso muito maior - até Titã, a lua gelada de Saturno, onde fará inúmeras saídas em busca de vida extraterrestre.

O Dragonfly decolará em 2026 e deve chegar ao seu destino em 2034.

Encaixado na parte inferior do Perseverance, o primeiro objetivo do Ingenuity era suportar a decolagem na Terra, atravessar o espaço e pousar em Marte.

Uma vez no planeta vermelho, teria que ser desacoplado e movimentar-se na superfície marciana, enquanto o Perserverance acelerou rápido o suficiente para não projetar sua sombra sobre ele, o que não permitiria que seus painéis solares carregassem.

Isso foi necessário para que o Ingenuity pudesse usar seus próprios aquecedores internos e, assim, sobreviver na noite fria de Marte.

As temperaturas na cratera Jezero, ao norte do equador, caem para até -90º Celsius, o que pode quebrar os componentes eletrônicos do helicóptero.

O simples fato de subir na complexa atmosfera de Marte - com apenas 1% da densidade da Terra - já representa um desafio tecnológico maior.

Os engenheiros do Laboratório de Propulsão a Jato passaram seis anos desenvolvendo uma nave ultraleve, mas poderosa o suficiente para voar.

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