Publicado 11 de Abril de 2021 - 10h30

Por AFP

Vários pontos da ilha de San Vicente, no país caribenho de San Vicente e Granadinas, ficaram sem luz na madrugada deste domingo (11), após o registro de novas explosões em La Soufriere, um vulcão que se ativou neste fim de semana após mais de quatro décadas inativo.

A ilha ficou coberta no sábado por uma camada de cinzas e pelo cheio de enxofre que impregnou a atmosfera depois de uma série de erupções do vulcão.

A atividade sísmica forçou a evacuação de 16.000 pessoas da região.

A Organização Nacional para a Gestão de Emergências (NEMO) do país informou "outro evento explosivo" neste domingo pela manhã, no momento em que "a maioria do país está sem energia e coberta de cinzas".

A fase explosiva do vulcão deve durar vários dias ou inclusive semanas, segundo o Centro de Pesquisa Sísmica da Universidade das Índias Ocidentais (UWI), que recomendou aos moradores que evitem respitar as cinzas vulcânicas.

A visibilidade em algumas áreas era extremamente limitada no sábado, enquanto na capital Kingstown, no extremo oposto da ilha, a fumaça causou uma fina neblina, segundo o portal.

"Os sanvicentinos acordaram com uma chuva de cinzas extremamente pesada e um cheiro forte de enxofre que agora avançaram para a capital", tuitou a agência local de emergências.

A atividade vulcânica fez com que milhares de pessoas fugissem em busca de lugares mais seguros.

O primeiro-ministro Ralph Gonsalves informou neste sábado que não há fornecimento de água em grande parte da ilha e que o espaço aéreo do país está fechado devido à fumaça. Cerca de 3.000 pessoas passaram a noite em abrigos.

"É uma grande operação que estamos enfrentando", disse Gonsalves à NBC News.

Ele também disse que seu governo esteve em contato com outros países que ofereceram ajuda. Guiana e Venezuela estão enviando navios com insumos, detalhou.

A erupção inicial de La Soufriere, o vulcão mais alto de San Vicente e das Granadinas, expeliu cinzas quentes e fumaça para cerca de 6.000 metros de altura na manhã de sexta-feira.

Uma segunda erupção menor aconteceu ontem à tarde, gerando uma nuvem de cinzas de cerca de 4.000 metros de altura, segundo o centro de pesquisas sísmicas da Universidade das Índias Ocidentais.

La Soufriere, de 1.235 metros de altura, não entrava em erupção desde 1979, e sua maior erupção ocorreu há mais de um século, em 1902, quando mais de mil pessoas morreram.

Na sexta-feira à tarde todas as pessoas que habitam a área vermelha de risco foram levadas para áreas mais seguras, informou a agência de gestão de desastres.

As empresas Royal Caribbean International e Celebrity Cruises informaram em um comunicado que estão enviando dois navios para ajudar nas tarefas de evacuação.

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