Publicado 02 de Março de 2021 - 8h00

Por AFP

As autoridades egípcias executaram nesta terça-feira 11 presos condenados por crimes comuns, ao mesmo tempo que ativistas dos direitos humanos denunciam dezenas de execuções em 2020, informaram fontes das forças de segurança.

As novas execuções aconteceram na prisão de Borg Al Arab, perto de Alexandria (norte).

Os executados foram condenados por assassinatos cometidos nos últimos anos nas regiões de Alexandria e Beheira (norte), de acordo com as fontes das forças de segurança.

No sábado, cinco pessoas, incluindo três mulheres, foram executadas em Ismailia (nordeste), também por crimes comuns.

Em dezembro, a Anistia Internacional denunciou um "frenesi de execuções" no Egito, com dezenas de detentos mortos nos últimos meses de 2020.

A organização também criticou as condenações obtidas após ""confissões" contaminadas pela tortura".

A Human Rights Watch afirmou em outubro que 49 execuções aconteceram em 10 dias do mês e pediu o "fim imediato" das mesmas.

A organização afirma que sob a presidência de Abdel Fatah al Sisi, eleito em 2014, o Egito se tornou um dos 10 países com mais aplicações da pena de morte.

A sharía, ou lei islâmica, é a principal base do direito egípcio, segundo a Constituição de 2014, e legitima a aplicação da pena capital.

As execuções afetam presos comuns, assim como opositores acusados de terrorismo e outros crimes.

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