Publicado 02 de Março de 2021 - 7h20

Por AFP

O governo do Japão pediu à China que pare com os testes anais de covid-19 nos cidadãos japoneses devido ao "sofrimento psicológico" provocado pelo processo.

A solicitação do governo japonês foi divulgada depois de informações que diplomatas americanos na China reclamaram de terem sido submetidos a testes similares, o que Pequim negou.

A China, que conseguiu controlar a pandemia em seu território, afirmou no mês passado que os testes realizados em amostras de cotonete retal permitem aumentar a taxa de detecção de pessoas infectadas, em comparação com amostras de garganta ou nariz.

O Japão transmitiu um pedido oficial à China por meio da embaixada em Pequim, solicitando que seus cidadãos não sejam submetidos a esta prática, depois que expatriados japoneses expressaram "profundo sofrimento psicológico" por estes métodos, disse na segunda-feira o porta-voz do governo japonês Katsunobu Kato.

"Até o momento, não recebemos respostas que digam que vão mudar. Vamos prosseguir com nossos apelos neste sentido", completou, antes de afirmar que não tem informações sobre o uso do método em outros lugares fora da China.

O método está "baseado na ciência" e depende da "evolução da situação epidemiológica e das leis e regras em vigor", disse um porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores.

No mês passado, a imprensa dos Estados Unidos informou que funcionários do Departamento de Estado americano reclamaram dos testes, mas Pequim respondeu que "nunca pediu aos funcionários da diplomacia americana que se submetessem a testes anais para covid-19".

As autoridades chinesas utilizam o método para diagnosticas pessoas consideradas de alto risco de contrair o vírus, em particular os moradores de bairros onde foram detectados casos e passageiros internacionais.

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