Publicado 27 de Fevereiro de 2021 - 5h30

A Teia - Economia Viva Campinas Compartilhando Saberes e Novas Economias, movimento de inovação permanente, vai reunir os Pontos de Cultura de Campinas e região de hoje a 1º de março, na Estação Cultura Prefeito Antônio da Costa Santos, no Centro, com programação gratuita que inclui shows, teatro, exposição fotográfica, artes plásticas, oficinas, mostra de audiovisual, gastronomia, programação infantil, cultura digital e laboratório hacker, abrangendo matrizes indígena e afro-brasileira. O tradicional cortejo de pontos de cultura de matrizes africanas e blocos, abre o evento hoje, com concentração às 16h, em frente à Catedral Metropolitana. De lá, o cortejo, que homenageia Mãe Isabel e Mestre Alceu, sobe a rua 13 de maio até a Estação, local que abrigará uma intensa movimentação no final de semana, a partir das 8h. Além do palco principal com os grandes shows, haverá um espaço dedicado às crianças, feiras indígena, de produtos orgânicos, das mulheres empreendedoras e seus produtos autorais. Os ambientes e atrações serão inclusivos, adaptados com libras e audiodescrição e entrada franca. A Teia é um movimento que, desde 2006, desencadeia ações de encantamento, reflexão e organização em rede por todo o Brasil e chega agora a Campinas. O principal objetivo é fortalecer o exercício dos direitos culturais, a atuação em rede, o diálogo e a parceria entre a sociedade civil, gestores e instituições, buscando alternativas na economia solidária, criativa, do conhecimento e colaborativa. A Teia desta ano faz parte do convênio 813479/2014, da Prefeitura de Campinas com a Secretaria Especial da Cultura, que possibilitou o fomento de 11 Pontos de Cultura e um Pontão. “A rede congrega um conjunto de organizações e coletivos das mais variadas linguagens, matrizes e formas de atuação. Dessa profunda diversidade cultural articulada em rede, cada Ponto de Cultura potencializa ainda mais seu território e seus objetivos. Um processo de encantamento trabalhado em rede gera muitos ativos e transformação social para cidade”, afirma Marcelo Ricardo Ferreira, coordenador da Teia Campinas. “A Teia tem uma enorme relevância social em sua articulação, recepção e disseminação de iniciativas criativas e gestão cultural colaborativa, promovendo intercâmbio entre linguagens artísticas e expressões simbólicas, além de gerar renda e difundir a cultura digital”, completa.Chico CésarPela primeira vez juntos no palco, o compositor paraibano Chico César e o projeto da Casa de Cultura Tainã, Orquestra Tambores de Aço, prometem uma interação estética entre a canção de Chico e o grupo regido por Antonio Carlos Santos Silva, o TC, presidente e um dos fundadores do Ponto de Cultura. A Orquestra é formada por 10 integrantes que tocam um tipo de instrumento oriundo de Trinidad e Tobago, o steel drum. A apresentação será amanhã, a partir das 18h. Irreverente e poético, Chico César tem muito a dizer. São 25 anos desde que lançou Aos Vivos, seu primeiro disco de inéditas com sucessos como Mama África e À Primeira Vista, até o mais recente álbum O Amor é um Ato Revolucionário. A discografia de Chico é composta por nove álbuns: Aos Vivos (1995), Cuscuz Clã (1996), Beleza Mano (1997), Mama Mundi (2000), Respeitem os meus cabelos brancos (2002), De uns tempos pra cá (2005), Francisco, Forró Y Frevo (2008), Estado de Poesia (2015) e O Amor é um Ato Revolucionário (2019).Rita BennedittoA cultura afro-brasileira ganha potência na Teia Campinas com a musicalidade da maranhense Rita Benneditto. A compositora e cantora, cujo timbre é um dos mais expressivos da música brasileira, fecha a programação do evento com o show Tecnomacumba, no domingo, a partir das 16h. Tecnomacumba é uma intervenção cultural de resistência, que completa 17 anos em cartaz com sucesso de público por onde passa. Idealizado e produzido por Rita Benneditto, o espetáculo se caracteriza por fusões sutis ou expressas da MPB a sons eletrônicos, pontos e rezas das religiões afro-brasileiras. Com elas, a cantora busca mostrar que o alicerce da MPB e dos ritmos eletrônicos é a musicalidade ancestral dos tambores, dos terreiros de candomblé, centros de umbanda, batuques e xangôs espalhados pelo país. A Teia é realizada pela Rede dos Pontos de Cultura, Prefeitura Municipal de Campinas e Ministério da Cidadania. A programação completa pode ser acessada no facebook, no Teia – Economia Viva Campinas, ou no link https://bit.ly/397XMXJ.