Publicado 18 de Fevereiro de 2021 - 14h37

Por Adriana Giachini/ Correio Popular

Jovens integrantes de equipes de ajuda

Divulgação

Jovens integrantes de equipes de ajuda

Aulas presencias ou on-line ? Ir para escola ou ficar em casa? Qual a melhor metodologia de ensino para cada faixa etária em tempos de pandemia? Ou como a covid-19 muda a convivência, não só entre alunos, mas de toda comunidade escolar? São muitos os questionamentos na área da educação com a presença do coronavírus, construíndo um debate que reúne as mais diversas opiniões de pais, alunos, educadores e familiares.

Organizadora Luciene Regina Paulino Tognetta

Reflexões sem respostas exatas, mas com bons direcionamentos, segundo a pesquisadora Luciene Regina Paulino Tognetta, da Unesp-Araraquara. “A necessidade de reinvenção da escola é uma realidade. Mas para tanto é preciso que o País compreenda a relevância da Educação como uma ciência que já tem respostas para a evolução de seus métodos. O problema é que não há valor para isso”, conta a pesquisadora.

Ela é a organizadora da coleção Retratos da Convivência na Escola, com lançamento hoje, às 19h, no canal do Youtube da Editora Adonis. O trabalho é composto por três livros, que reúnem estudos, reflexões e práticas com o objetivo de auxiliar (e algumas vezes transformar) a construção de ações coletivas para uma melhor convivência ética no ambiente escolar.

A coleção conta com participação do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral (Gepem) da Unicamp. “O trabalho foi pensado antes da pandemia, contudo apresenta questões que, tenho certeza, e olhando para o cenário atual, enfrentaremos na volta as aulas”, antecipa Luciene, que completa: “Os temas tratadas no livro três, por exemplo, sobre um método de intervenção aos problemas de bullying, intensificam-se com as relações virtuais e as dificuldades de lidar com os sentimentos. Os alunos ficam mais vulneráveis e os ânimos exacerbados. Muitos casos de sofrimento calado aparecerão e os professores precisarão saber como acolher e intervir.”

De acordo com a organizadora, a coleção Retratos da Convivência na Escola foi pensada em 2018, já com a implementação da lei 13.185/2015, que determina que escolas desenvolvam projetos de prevenção ao bullying.

Dessa forma, o primeiro livro reúne 16 autores e traz um roteiro de estudo para professores com base no planejamento de atividades de convivência, inclusive com abordagem do papel da família, em parceria com as instituições de ensino.

“Já o livro dois (intitulado Passo a Passo: Da implementação de um sistema de apoio entre iguais), reúne 18 autores. “Seu conteúdo também é extremamente relevante no cenário atual. Ele trata de trabalhos já existentes no Brasil e apresenta formas de prevenção e intervenção organizadas com os próprios alunos para os problemas que muitas vezes a escola ou a família não vêem.”

O título que fecha a trilogia, Quando a Preocupação é Compartilhada, é inspirado nos estudos do pesquisador e cientista sueco Anatol Pikas. Nascido na Estônia, ele é criador do método Preocupação Compartilhada que consiste na reinvidualização de integrantes de um mesmo grupo com envolvimento em um caso de bullyning. Luciene traduziu e adequou o método ao contexto brasileiro.”

“As adequações são constantes na educação. Por exemplo, a adaptação on-line das escolas, criada às pressas nessa pandemia, não deu certo por várias razões, entre elas, o próprio método pouco estudado, organizado, revisado e modernizado que seguia usado em nossas escolas antes da covid-19. Ou seja: ensinar por meio de imagens, com apresentação do professor e exercícios de memorização. Isso é algo que precisa ser revisto”, diz.

Como comprar

Trilogia Retratos da Convivência na Escola - disponível no site www.editoraadonis.com.br

 

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Adriana Giachini/ Correio Popular