Publicado 25 de Fevereiro de 2021 - 16h32

Por Edson Silva/ Correio Popular

Dezenas de galos de briga são encontrados em caixotes de madeira, em uma área envolta por matagal, na Vila Brandina, em Campinas

Kamá Ribeiro/ Correio Popular

Dezenas de galos de briga são encontrados em caixotes de madeira, em uma área envolta por matagal, na Vila Brandina, em Campinas

Uma operação da Guarda Municipal de Campinas e de policiais do 13º Distrito Policial levou ontem à descoberta, na Vila Brandina, de uma área de matagal onde, clandestinamente, eram criados galos índios para utilização em rinhas. No local, em dois recintos fechados com correntes, foram encontradas 65 aves empoleiradas em caixotes e prateleiras de madeiras, em ambiente escuro e praticamente sem disponibilidade de água e ração. Alguns dos galos apresentavam ferimentos provocados por bicadas, além de outros sinais evidentes de maus-tratos.

A suspeita é que o local era uma espécie de fornecedor para competições proibidas, chamadas de rinhas – brigas de galos –, nas quais são feitas apostas, em dinheiro, na vitória de uma das aves. Segundo um policial civil que não quis se identificar, dois galos brigam até a morte de um deles e é comum o adversário também não resistir. As brigas são realizadas em locais clandestinos, com poucas pessoas presentes e, nesse submundo, até mesmo campeonatos ocorrem com frequência, sempre com o cuidado de mantê-los em sigilo.

Em outubro passado, um grupo que participava de rinha de galo em Jaguariúna foi multado, segundo a polícia, em R$ 2,7 milhões. Em Hortolândia, um desses encontros teve a participação de um veterinário, que perdeu seu registro profissional.

Legislação, de 1998, estabelece que praticar abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais pode acarretar em detenção de três meses a um ano, além, de multa. A pena é aumentada em 1/6 a 1/3 se houver morte do animal.

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Edson Silva/ Correio Popular