Publicado 25 de Fevereiro de 2021 - 13h08

Por Erick Julio/ Correio Popular

Campinas e região receberam uma contribuição de R$ 13,8 bilhões em termos de Produto Interno Bruto (PIB) gerados pelas atividades da Unicamp

Ricardo Lima/ Correio Popular

Campinas e região receberam uma contribuição de R$ 13,8 bilhões em termos de Produto Interno Bruto (PIB) gerados pelas atividades da Unicamp

É notória a importância da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para a educação do Brasil e da América Latina. O que talvez não fique tão evidente é a capacidade de transformação social e econômica da Unicamp para a Região Metropolitana de Campinas (RMC). Um estudo realizado pela Coordenadoria Geral da Universidade (CGU) mostra que a instituição gerou um impacto total de R$ 13,8 bilhões em termos de Produto Interno Bruto (PIB) para a RMC, em 2019. A pesquisa, feita em parceria com os institutos de Economia e Química, revela que a universidade também foi responsável, direta e indiretamente, pela geração de 100 mil empregos.

O levantamento analisou as atividades da Unicamp como a oferta de empregos qualificados, o impacto das empresas-filhas, além do chamado efeito-diploma, que indica a importância do ensino superior na renda do trabalhador. O estudo foi desenvolvido ao longo de seis meses e contou com a colaboração de professores e funcionários da Unicamp, segundo a professora Teresa Dib Zambon Atvars, vice-reitora e uma das coordenadoras da pesquisa.

"Reunimos os dados e fizemos a consolidação com uma metodologia científica adequada para mostrar para a sociedade aquilo que fazemos, como fazemos e quais as consequências da atividade da Unicamp", explica a docente. Os dados apontam que os desdobramentos socioeconômicos associados somente às despesas da Unicamp com servidores, investimentos e compras de bens e serviços e ao consumo dos alunos geraram um impacto de R$ 6,4 bilhões, o que é equivalente a 9,8% de todo o PIB de Campinas no ano de 2019.

Para o economista da Unicamp e um dos autores do estudo, o professor Mariano Laplane, a pesquisa evidencia a capacidade da universidade de movimentar a economia local, uma vez que a própria instituição, os professores, os funcionários, os alunos e suas famílias adquirem bens e serviços, vão ao supermercado ou buscam por entretenimento.

"Isso leva a uma série de atividades em uma cadeia produtiva, pois outros setores econômicos são acionados, desde a produção do insumo até seu transporte e comércio. E esse complexo processo acaba gerando mais empregos e mais renda", detalha Laplane.

As 717 empresas-filhas da Unicamp em atividade também possuem um papel fundamental para a economia, já que foram responsáveis pela geração de mais de 30 mil empregos diretos. Criadas por ex-alunos e ex-docentes da universidade, essas empresas tiveram uma receita conjunta de R$ 8 bilhões em 2019. "Um dos grandes achados do estudo foi evidenciar a importância da universidade na geração de emprego e renda. É toda uma cadeia de renda/consumo e produção que se estende pela sociedade e vai promovendo o desenvolvimento", aponta Teresa Atvars.

 

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