Publicado 25 de Fevereiro de 2021 - 11h43

Por Correio Popular

Desde os primórdios de sua fundação, com os assentamentos agrícolas de subsistência de Francisco Barreto Leme do Prado, nos idos de julho de 1774, Campinas sempre susteve condição inédita de prosperidade e de crescimento econômico.

Uma progressão ininterrupta, a despeito de obstáculos ferozes, que se levantaram, como a Febre Amarela, de fins do século XIX. Mesmo com ela. a cidade gerou riquezas e excedentes que contribuíram sobremaneira para o desenvolvimento do País.

Em certos momentos, ainda na era rural, como no período da cultura cafeeira, de fins dos anos 1830 até a crise de 1929, ela concentrou produtividade tão intensa que chamou a atenção do Império de D. Pedro II, tornando-se a capital econômica brasileira.

Suas sacas de café, exportadas para o Primeiro Mundo à época, e as rendas delas extraídas, alimentaram uma febre de progresso e plantaram neste chão uma urbe moderna e em nível de Primeiro Mundo.

Desses primórdios aos dias de hoje, a cidade experimentou vários modelos econômicos, em sucessivas etapas — das usinas de açúcar à industrialização e à era tecnológica —. sempre alcançando êxito e mantendo-se na liderança no País.

 

Portanto, na contramão de todos os óbices, da Febre Amarela à pandemia da covid 19, a cidade só se agigantou e assumiu o relevante papel de difusora de produtos de qualidade. É, em realidade, uma das únicas localidades brasileiras que, em todas as suas etapas de construção, jamais sofreu reveses ou declínios, permanecendo na trilha do progresso e da expansão.

Nos dias que correm, de pandemia e de represamentos de ganhos e de lucros, de ameaça à prosperidade, ela volta a demonstrar sua pujança, por meio da ação concentrada de seu empresariado, que, a despeito das medidas de isolamento, de contenção, manteve-se ativo e operante.

Levantamento do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), publicado pelo Correio Popular em sua edição de ontem, demonstra que as empresas da RMC tiveram aumento de 47% em sua produção nos primeiros dois meses de 2021. E o aumento somente não foi mais substancial por conta do custo e escassez de matéria-prima. Como ao longo de toda sua história, Campinas prova, mais uma vez, que sua pujança não se abala ou se quebra em momento algum.

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