Publicado 19 de Fevereiro de 2021 - 13h03

Por Correio Popular

A Prefeitura de Campinas anunciou ontem o lançamento de novas medidas na área da Assistência Social para ampliar a capacitação de toda a rede e dar mais agilidade no atendimento dos casos de violência familiar em Campinas. Faz parte ainda das ações estratégicas a reanálise de todos os casos urgentes encaminhados para os cinco Centros de Referência de Assistência Social (Creas), que funcionam no Município.

O trabalho, desenvolvido em parceria com os profissionais de toda a rede de Assistência Social, prevê passar as informações dos casos de atendimento de média complexidade aos Centro de Referência de Assistência Social (Creas) com mais direcionamento sobre o tipo de ação a ser tomada, ajudando a identificar o tipo de intervenção necessária. Cabe ao Creas, e as entidades parceiras cofinanciadas, fazer todo o atendimento domiciliar, individual ou familiar dos casos de violência identificados pela rede de proteção.

Segundo a secretária de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos de Campinas, Vandecleya Moro, o novo plano de ações que contempla também um protocolo para identificação dos casos de violência fortalecerá a Rede de Proteção de Assistência Social do Município e, consequentemente, o Sistema Único da Assistência Social (SUAS). "Com as novas medidas, os profissionais e técnicos das escolas, centros de saúde e demais profissionais que atendem a todas as violações de direitos e os casos de famílias que sofreram violência, preencherão um protocolo com indicadores que balizam a percepção da situação de violência que estão presenciando. Isso vai dar referência e mais agilidade ao encaminhamento dos casos que precisam de intervenção", disse.

O anúncio das medidas de capacitação e agilidade nos atendimentos acontecem pouco mais de um mês depois da repercussão nacional do caso do menino encontrado nu e acorrentado dentro de um tambor no bairro Jardim Itatiaia, na periferia da cidade.

O menino era mantido em situação de tortura e foi encontrado na presença do pai, esposa e uma jovem de 22 anos. A família do menino era assistida pela Rede de Proteção Municipal de Assistência Social.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, Ministério Público e pela própria Administração municipal. O pai, a esposa e a jovem de 22 anos, suspeitos da tortura contra a criança, seguem presos.

Ainda de acordo com a secretaria, toda a Rede de Assistência Social do Município participou da elaboração do novo plano de ação. "Com os novos protocolos e indicadores toda a Rede de Proteção como escolas, centros de saúde, de serviços, de convivência, o Conselho Tutelar, a vara da infância entre outros, ao identificarem situações ou ocorrências no contexto familiar, referenciam com mais detalhes os casos de violência para os Creas", explica.

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