Publicado 18 de Fevereiro de 2021 - 14h16

Por Edson Silva/ Correio Popular

Acusada indiciada usava carro do pai para transportar produtos furtados em supermercados

Reprodução

Acusada indiciada usava carro do pai para transportar produtos furtados em supermercados

Uma quadrilha formada por ao menos três mulheres, que há anos pratica furtos em estabelecimentos comerciais de Campinas, começa a ser desmantelada por policiais civis do 12º Distrito Policial (Sousas). O foco das ladras são produtos caros e de marca, como bebidas importadas e nacionais, queijos e cosméticos de grifes famosas. Uma das suspeitas pelos furtos foi indiciada após ser reconhecida por testemunhas e em imagens de câmeras de segurança. Ela confessou a participação em seis casos em Sousas. As investigações seguem sob o comando do delegado José Roberto Rocha Soares, visando encontrar e indiciar as outras duas suspeitas, já identificadas, e apurar se há envolvimento de mais pessoas.

Imagens gravadas por câmeras de segurança dos estabelecimentos mostram as mulheres furtando produtos de alto valor em supermercados, boutiques e perfumarias. A polícia já tem a confirmação do envolvimento da quadrilha em seis furtos em Sousas, mas acredita que elas sejam responsáveis por outros casos não só no distrito, como também em outros bairros da cidade.

Em um dos casos já confirmados, a quadrilha é acusada de ter furtado R$ 12 mil em cosméticos e bebidas finas, como vinhos e uísques. A expectativa é que, durante as investigações sobre os crimes no distrito, surjam informações sobre casos semelhantes cometidos pela quadrilha feminina em outras zonas de Campinas e até mesmo na região.

É o que a polícia chama de crime migratório: a quadrilha age durante certo tempo em uma área e, ao perceber algum risco de ser descoberta, muda a região de atuação.

Indiciada

A acusada, indiciada por crime de furto qualificado, tem 24 anos e é moradora no Jardim das Andorinhas, na região do bairro Swift. Ela confessou a participação em seis casos ocorridos no distrito de Sousas.

Segundo a polícia, a mulher utilizava o carro de seu próprio pai, que não sabia dos crimes praticados pela filha. Os investigadores trabalham no sentido de indiciar as outras integrantes da quadrilha, todas moradoras na região do Swift.

Segundo os investigadores, o grupo provavelmente é formado apenas por mulheres por despertarem menos suspeitas durante a ação nos estabelecimentos.

"Trata-se de um tipo de crime antigo, conhecido em nossos meios policiais como espianto, que é sair dos estabelecimentos com produtos escondidos, normalmente sob as vestes", explicou o delegado Rocha Soares.

Após o término das investigações, ele avaliará se pedirá à Justiça a prisão preventiva das acusadas pelos crimes de furto qualificado e formação de quadrilha.

Os produtos apreendidos serão devolvidos aos comerciantes. A polícia mantém em sigilo parte das apurações.

Denúncias

A polícia reforça a importância da população denunciar os crimes, mesmo sendo apenas furtos, aproveitando a facilidade oferecida pela Delegacia Eletrônica, que possibilita o registro pela internet, sem a necessidade do cidadão ir a uma unidade policial.

Os investigadores também destacam que a instalação de câmeras de segurança nos estabelecimentos é muito útil para a solução dos crimes e a identificação dos responsáveis.

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Edson Silva/ Correio Popular