Publicado 15 de Fevereiro de 2021 - 11h49

Por Correio Popular

Os jornais erram. A natureza da produção jornalística compreende o insistente empenho em reduzir os erros. São vários, no dia a dia. De digitação, de informação, de linguagem, de apuração, de edição, entre outros. E há erros maiores, como o de um jornal dependente de interesses menores, sem compromisso com os leitores e com o interesse público.

Nessa semana, na edição do dia 10, o Correio Popular errou ao publicar uma manchete no pé da capa com os seguintes termos: “Crise quebra três escolas”. A chamada informava, erroneamente, que três unidades escolares do Grupo Atmo Educação foram fechadas, pois estariam “quebradas”, diante da crise pandêmica. O verbo quebrar foi usado de modo inadequado, impreciso, pois deu a entender algo que não ocorre com o grupo educacional que, aliás, não é nosso anunciante.

Conforme publicamos em editorial de capa na primeira edição sob nossa responsabilidade, no dia 19 de janeiro, “Nosso compromisso de independência, de ética e da defesa dos interesses públicos se sobrepõe a tudo.” E para dar uma satisfação aos nossos leitores, esclarecemos que a reportagem publicada sobre as escolas e o Grupo Atmo Educação se originou de uma pauta encaminhada pelo departamento comercial da RAC. Algo que nos alertou para uma prática que decididamente vai ficar para o passado. A iniciativa da área comercial em encaminhar pautas ou propostas de pautas para a redação criou uma sucessão de erros que resultou na manchete do dia 10.

 

O bom jornalismo se faz com uma redação independente, focada nos assuntos e fatos de relevância para a cidade, para o cidadão.

 

Desse modo, nos retratamos em relação à reportagem e à manchete publicadas. Pedimos desculpas aos nossos leitores, ao público, ao Grupo Atmo e aos familiares que mantêm seus filhos naquelas escolas.

Hoje, o Correio Popular faz circular a edição de número 30 mil. Com toda essa história, a equipe e a diretoria que assumiram o jornal desde o dia 19 de janeiro pretendem buscar uma linha editorial com grandeza, sem ser refém de interesses menores, nem sempre transparentes.

O episódio aqui exposto destina-se não apenas a reparar um erro, mas também a demonstrar o compromisso e a responsabilidade que devem nortear um projeto editorial. Mesmo que tenhamos de expor a anatomia do erro, numa etapa difícil e desafiadora para construir um jornal sem os vícios e defeitos que negam a sua independência e altivez. 

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